Granja 4 Irmãos diversificou e se tornou referência na pecuária de leite

Propriedade em Rio Grande, no Sul do Estado, é uma das maiores produtoras de leite do Estado

Granja 4 Irmãos diversificou e se tornou referência na pecuária de leite Fábio Gomes/Especial

Granja 4 Irmãos se tornou referência na produção de leite gaúcha Foto: Fábio Gomes / Especial

Joana Colussi

joana.colussi@zerohora.com.br

Ao seguir o despretensioso desejo feminino de se envolver na atividade agropecuária com os maridos, a Granja 4 Irmãos, de Rio Grande, deu um novo rumo a sua trajetória. Com gestão e tecnologia, se tornou uma das principais produtoras de leite do país e do Estado.

A tradição de 60 anos no cultivo de arroz e na pecuária ganhou companhia em 2005. Para integrar as mulheres dos funcionários na lida agrícola, a granja avaliou com os trabalhadores e familiares a possibilidade de novos negócios. Mostrou-se mais forte a opção pela produção de leite – e as primeiras vacas começaram a ocupar parte da propriedade do Grupo Joaquim de Oliveira, no km 501 da BR-471, entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar.

– Priorizamos a mão de obra feminina na ordenha e na criação de terneiros com mamadeira. Elas costumam ser mais cuidadosas – diz o veterinário Eduardo Xavier, gerente da pecuária de leite da Granja 4 Irmãos.

Após investimento de R$ 1 milhão, a sala de ordenha foi computadorizada. O único contato das trabalhadoras com os animais é na limpeza do úbere e nos testes de qualidade. Com o sistema, o leite é retirado pela ordenhadeira mecânica e levado por tubulações até um tanque onde a temperatura do produto é reduzida para manter as características por até cinco dias.

– A automatização tornou o nosso processo de ordenha muito mais eficiente – avalia Xavier.

Ganhos também na pastagem

Em uma região caracterizada pela pecuária de corte, a integração da produção leiteira com as lavouras de arroz se mostrou eficiente na Granja 4 Irmãos. As vacas em lactação ficam em uma área fixa de 600 hectares. Em outros 1,2 mil hectares, que fazem rotação com arroz, são criados terneiros.

– São três anos de pastagens e dois de lavouras de arroz e também de soja. A rotação permite menor infiltração de plantas invasoras – explica Eduardo Xavier, gerente de pecuária de leite da granja.

Embora a maior parte da bacia leiteira gaúcha esteja concentrada na Região Noroeste, a Região Sul começa a ser vista como novo polo de produção.

– É uma opção interessante para aproveitamento da propriedade e geração de renda para pagar os custos das lavouras – diz José Ernesto Ferreira, vice-presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês.

A integração entre culturas, especialmente com o arroz, é bom para a pastagem: a palha deixada pelo grão equilibra a umidade do pasto mais aguado, que tira a gordura do leite. E o descanso da terra ajuda a prevenir pragas e doenças nas lavouras, explica Breno Kirchof, assistente técnico da Emater.

Fonte: Zero Hora

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