Grande incêndio atinge área do Taim

Combate ao fogo prossegue hoje com ajuda de aviões vindos da Bahia

Cinco anos após ter enfrentado o maior incêndio da sua história, quando foram destruídos 5 mil hectares, a Estação Ecológica (Esec) do Taim, área de preservação sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (CMBio), é atingida por nova ameaça. Até a noite de ontem, o fogo já atingia 700 hectares em linha reta, 300 deles, onde a palha é mais alta, foram os mais prejudicados. Segundo o chefe da Esec, Henrique Ilha, por se tratar de área de banhado, nos locais em que a palha é mais baixa, ao entrar o contato com a água, o fogo se extingue.

Conforme Ilha, o primeiro foco de incêndio foi percebido na manhã de terça-feira, em local de banhado onde não chega nem gado e muito menos trator. A causa mais provável, por se tratar de local impossível de alcançar até mesmo por barco, é de que um raio tenha iniciado o fogo. Algumas tentativas frustradas de controlar o fogo, onde as chamas estavam mais altas, foram feitas ainda ontem com dois aviões de uso agrícola, com tanques com capacidade para 600 litros de água. No final da tarde, as aeronaves tiveram que parar de sobrevoar por causa da baixa visibilidade.

Na noite de ontem, era esperada a chegada de dois aviões, com capacidade para 2 mil litros cada um, que foram contratados pela CMBio de empresa da Bahia e que deveriam pousar em Pelotas. Porém, o mau tempo impediu a saída das aeronaves, que só devem chegar hoje à tarde. A expectativa era de reiniciar na manhã de hoje, ainda com as aeronaves menores, o combate. Segundo Ilha, o trabalho de hoje será decisivo para retardar o avanço do incêndio que, conforme a direção e intensidade do vento, pode se espalhar rapidamente.

Quanto ao impacto sobre os animais da reserva, que abrange partes dos municípios de Rio Grande e de Santa Vitória do Palmar, Ilha acredita que pode ser maior sobre répteis, devido à sua menor mobilidade. No entanto, é possível que muitos consigam se proteger ao mergulhar na água.

Fonte: Correio do Povo

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