Governo usará contrato a termo para compra de milho

Estoques oficiais do cereal estão em níveis historicamente baixos

Sirli Freitas / Agencia RBS

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Governo irá comprar 1 milhão de toneladas por meio de contratos de compra a termo

O contrato a termo, para entrega futura com preço fixo, é o instrumento que será utilizado pelo governo para dar sustentação aos preços do milho e recompor os estoques oficiais que estão em níveis historicamente baixos. A informação foi dada nesta quinta, dia 9, pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, durante o anúncio do oitavo levantamento de safra feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Geller afirmou que inicialmente o governo irá comprar 1 milhão de toneladas por meio de contratos de compra a termo, aprovados pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep). O fórum também aprovou o lançamento de contratos públicos de opção de venda, inicialmente para dois milhões de toneladas de milho nas regiões onde as cotações de mercado estiverem abaixo do preço mínimo de garantia.
O secretário explicou que os instrumentos são importantes para "balizar os preços do mercado e assegurar a renda dos produtores rurais". Ele disse que o conselho também está discutindo outras medidas para dar sustentação aos preços do milho, como o lançamento de leilões de prêmios para escoamento da safra (PEP) e de equalização ao produtor (Pepro).
A intenção do governo é atenuar a pressão sobre os preços da safra recorde de milho, estimada pela Conab em 77,998 milhões de toneladas. O volume é 6,9% superior às 77,451 milhões de toneladas previstas anteriormente. A Conab elevou a previsão de produção de milho de verão em 2,8% (para 34,766 milhões de toneladas) e da safrinha em 10,4% (para 43,187 milhões de toneladas).
O diretor de Informação e Política Agrícola do Conab, Silvio Porto, explicou que divergências nas estimativas em relação ao milho safrinha tendem a ser corrigidas nos próximos levantamentos. Cita como exemplo Mato Grosso, onde a Conab estima a área da safrinha em 3,307 milhões de hectares, enquanto o IBGE projeta 3,274 milhões de hectares e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) calcula em 2,788 milhões de hectares. A Conab projeta a safrinha de milho em Mato Grosso em 16,865 milhões de toneladas e o Imea em 14,642 milhões de toneladas. Porto afirmou que os números do Imea estão defasados e devem ser corrigidos nos próximos levantamentos.
Arroz

O secretário Neri Geller afirmou que outro assunto que vem sendo debatido pelo Ciep é a recente alta dos preços do arroz. Ele disse que o governo acertou com o setor privado que serão realizados leilões dos estoques públicos utilizando como referência os preços de mercado entre R$ 32 a R$ 34 a saca. O preço do arroz na quarta-feira, 8, no mercado gaúcho estava em R$ 33,16 a saca de 50 quilos posta na indústria, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Os estoques públicos de arroz atualmente somam 1 milhão de toneladas.

Fonte: Ruralbr

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