Governo se compromete a discutir demarcações de terras no Sul do país

Representantes indígenas e produtores rurais da região devem se reunir no começo de julho

por Agência Brasil

Marcello Casal Jr./ABr

Os índios do Sul do país questionam a decisão recente do governo de suspender os processos de demarcação em curso na região (Foto: Marcelo Casal Jr./Abr)

Após reunião nesta quarta-feira (19/6), na Casa Civil da Presidência da República, com lideranças indígenas do Rio Grande do Sul, Paraná e de Santa Catarina, o governo decidiu agendar reuniões ampliadas, com a participação de produtores rurais e índios para discutir a demarcação de terras indígenas nos três Estados.
A primeira reunião deverá ocorrer até o começo de julho, em Porto Alegre, com representantes de agricultores e indígenas do Rio Grande do Sul. Em seguida, serão marcadas reuniões semelhantes com representantes do Paraná e de Santa Catarina.
Os índios do Sul do país questionam a decisão recente do governo de suspender os processos de demarcação em curso na região, conduzidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), até que sejam submetidos a pareceres da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
Em nota assinada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governo diz que, com as reuniões, quer “buscar, na medida do possível, soluções negociadas que evitem ou superem conflitos com vistas a garantir maior segurança jurídica nos processos de demarcação”.
Os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também participaram do encontro de hoje com as lideranças indígenas.
Nesta quinta-feira (20/6), Carvalho e Cardozo irão a Mato Grosso do Sul para tratar dos conflitos indígenas e fazendeiros no Estado. A instalação de um fórum para negociar uma solução para as desocupações de terra na região foi acertada entre governo e os índios no começo de junho. Além dos ministros, o fórum terá representantes do Conselho Nacional de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público e do governo estadual.

Fonte: Globo Rural

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