Governo prorroga Pronampe por três meses

Medida terá mais R$ 12 bilhões para auxiliar micro e pequenas empresas a enfrentaram o período de crise

De acordo com o ministro, a sanção significa uma "segunda camada" do programa, que começou com baixa procura e acabou perdendo R$ 17 bilhões de seu orçamento durante a tramitação no Congresso Nacional. "Vimos que o programa era muito restritivo. Expandimos e flexibilizamos e esperamos alcançar 200 mil empresas no Pese nos próximos dois meses", completou.

Guedes também disse que o Pronampe é, para ele, um "sucesso absoluto" e disse que o programa continua sendo calibrado.O governo federal prorrogou por três meses o prazo para que as instituições financeiras formalizem operações de crédito no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), criado por lei em maio para atender o setor durante a pandemia do novo coronavírus.

O programa irá disponibilizar mais R$ 12 bilhões em crédito.

A prorrogação está formalizada em portaria assinada pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa. O período inicial para formalização de operações de crédito do Pronampe se encerraria nesta quarta-feira.

O Pronampe é considerado, até o momento, o único programa de crédito do governo direcionado às empresas que foi bem-sucedido na crise. Os R$ 18,7 bilhões disponibilizados em um primeiro momento do programa se esgotaram rapidamente, sendo efetivamente emprestados a pequenas empresas em dificuldades.

Nas demais linhas lançadas durante a pandemia do novo coronavírus, os percentuais não superam os 30% e os montantes envolvidos são bem menores.

Para incentivar os empréstimos por parte dos bancos, o Tesouro fez um aporte inicial de R$ 15,9 bilhões em recursos no FGO. Com isso, o fundo passou a ter capacidade para garantir até R$ 18,7 bilhões em crédito via Pronampe. Agora, com a prorrogação e o novo repasse de R$ 12 bilhões, o governo estima que o recurso tenha potencial para alavancar até R$ 14 bilhões em crédito.

Ainda ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que haverá uma oferta de R$ 200 bilhões a R$ 300 bilhões em crédito para empresas nos próximos três a quatro meses, o que ajudará a aquecer a atividade econômica, fortemente atingida pela pandemia do coronavírus.

"Até o fim do ano, teremos muito crédito para empurrar a economia", declarou, em cerimônia no Palácio do Planalto em que foram sancionadas medidas provisórias que criaram programas de estímulo ao crédito.

Segundo Guedes, os dois programas sancionados nesta quarta-feira (de crédito para a folha de pagamentos e para pequenas e médias empresas) são "praticamente" as últimas medidas lançadas para fomentar o crédito diante do cenário de pandemia.

Uma das medidas sancionadas foi a MP 944, que instituiu o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese) durante a pandemia pelo qual as empresas podem tomar crédito para pagar a folha de pagamentos.

Fonte: Jornal do Comércio

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