Governo financiará armazéns a 3,5%

Apoio do Plano Safra foi alinhavado com indústrias para evitar alta de preços

Principal medida a ser anunciada hoje pela presidente Dilma Rousseff durante a apresentação do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, o crédito de R$ 25 bilhões para incentivo à armazenagem terá juro de 3,5%. A taxa, confirmada ontem pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, deve incentivar investimentos nas propriedades nos próximos cinco anos e movimentar as vendas das indústrias que operam com silos e armazéns.

A meta do governo é abrir espaço para 70 milhões de toneladas. Também serão anunciados investimentos para ampliar a rede de armazéns da Conab, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, como o Oeste da Bahia, que receberá uma unidade com capacidade para estocar 150 mil toneladas.

Para evitar especulações e a consequente alta de preço das estruturas, o governo chamou as indústrias para uma reunião a portas fechadas. O objetivo foi firmar um compromisso de que os preços dos produtos não vão subir por conta da alta repentina na demanda e que terão condições de atendê-la. Segundo fonte ligada ao setor, o governo foi firme com o empresariado: se o mercado não reagir ‘nos conformes’ ao apoio federal, o governo poderá, inclusive, abrir as linhas para equipamentos importados.

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho de Armazenagem da Abimaq, João Tadeu Franco Zino, a indústria não pode garantir congelamento nos preços, uma vez que depende de fornecedores de insumos como o aço e a borracha. No entanto, ‘se nada subir, o compromisso com o governo poderá ser mantido’, afirma Zino. Atualmente, o custo da tonelada armazenada é de R$ 350,00, em média. A indústria opera com ociosidade média de 40%, o que, segundo Zino, é suficiente para absorver a demanda do programa de fomento à armazenagem.

As empresas estão preocupadas com a reivindicação das siderúrgicas de aumentar taxa de importação do aço, que representa de 60% a 70% do custo de um silo, dos atuais 12% para 25%.

Fonte: Correio do Povo

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