Governo deve reformular portaria de leilões de arroz para ração

Fonte:  Ruralbr | Daniela Castro | Brasília (DF)

Empresas que produzem ração para aves e suínos poderão adquirir produto dos estoques públicos

Como falta milho no mercado, empresas que produzem ração para aves e suínos vão poder adquirir arroz dos estoques públicos, que será usado para alimentação animal. Porém o governo deve reformular uma portaria para que as empresas possam participar dos leilões.

O objetivo é ofertar 500 mil toneladas de arroz para ração animal. A mudança beneficia principalmente os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além disso, o ministério pretende antecipar as políticas para o setor a fim de evitar que na hora da colheita, que começa em janeiro, os preços fiquem tão baixos para os produtores.

O secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, expôs ao ministro Mendes Ribeiro Filho a necessidade das empresas produtoras de ração DE adquirir arroz a ser usado na alimentação dos animais. O ministro da Agricultura disse que a portaria autorizando os leilões de 500 mil toneladas será reformulada nos próximos dias.

– Lamentamos que ela não tenha saído conforme tinha sido combinado de uma forma mais simples, que facilite a aquisição por parte das indústrias de ração, de forma a ajudar a resolver a crise do arroz, colocando o arroz na ração. Assim amenizar essa dificuldade que o setor de aves e suínos tem para a compra de milho, porque nós não temos milho no Rio Grande do Sul – ressalta Mainardi.

E como ajuda humanitária, o Brasil fará a doação para a África de 500 mil toneladas de arroz. A iniciativa vai ajudar a reduzir os estoques para a chegada da próxima safra que começa a ser colhida em janeiro. O Ministério também se comprometeu a anunciar com antecedência políticas que assegurem bons preços aos rizicultores.

– Com essa previsibilidade, achamos que haverá uma melhor condição de preço para o arroz da próxima safra no Rio Grande do Sul – concluiu o secretário.

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