Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal podem ter vazio sanitário do feijão para combater mosca branca

Período em que não deverá haver nenhuma planta viva de feijão nessas localidades deve começar no ano que vem e deve durar cerca de 40 dias

Divulgação/Sxc

Foto: Divulgação/Sxc

Na região de Cristalina (GO), produtores de feijão reclamam prejuízo de R$ 202 milhões por ano em função da mosca branca

Para combater a mosca branca, uma das pragas mais prejudiciais para produtores de grãos, o Estado de Goiás, a região oeste de Minas Gerais e o Distrito Federal podem ter um vazio sanitário a partir do ano que vem. O período em que não deverá haver nenhuma planta viva de feijão nessas localidades deve ser de cerca de 40 dias. Esses três Estados devem lançar ainda na semana que vem um conjunto de ações de combate à praga.
As perdas econômicas causadas pela mosca branca em Goiás para os produtores de soja, por exemplo, podem chegar a R$ 1,3 bilhões a cada safra, segundo dados da Embrapa Arroz e Feijão. Só na região de Cristalina (GO), produtores de feijão reclamam prejuízos de R$ 202 milhões por ano ocasionados pela praga. Em uma lavoura infestada pelo inseto infectado, as perdas podem chegar a 69% da área atacada.
Os ataques da mosca branca causam muitos prejuízos às plantas cultivadas no decorrer de seu desenvolvimento, ocasionando em curto prazo redução acentuada da produtividade e em longo prazo comprometendo de formação da planta. Os danos podem ser, caracterizados pelo amarelecimento de folhas, ramos e frutos, causado pela injeção de vírus durante o processo de alimentação do inseto.
A pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão, Eliane Quintela, destaca que um dos grandes problemas para o controle da mosca branca no sistema produtivo é a pós-colheita de cultivos como da soja, do feijão e do tomate. Isso ocorre porque os produtores não se desfazem dos restos culturais de forma correta, o que proporciona a perpetuação e consequente multiplicação dos insetos, que migram para outras lavouras.
A Embrapa sugere um vazio sanitário do dia 15 de setembro a 20 de outubro, mas datas alternativas para diferentes regiões devem ser discutidas para o encaminhamento de uma proposta de minuta para homologação da instrução normativa que regulamentaria o vazio sanitário.
Além do vazio sanitário do feijão, a Embrapa sugere outras ações para o combate à praga como monitoramento do vírus, controle cultural, químico e biológico, manejo integrado de pragas, instalação de uma unidade piloto para monitoramento e capacitação de pessoal para fornecer assistência técnica para produtores rurais.

RURALBR, COM INFORMAÇÕES DO SISTEMA FAEG/SENAR

Fonte: Ruralbr

Compartilhe!