Gisele Loeblein: metas com e sem tamanho definido na Secretaria da Agricultura

Entre as propostas inéditas, está a criação do programa de gestão de solos e água em microbacias, considerada fundamental para a melhoria da produtividade

01/07/2015 – 22h01min

Existem, sem dúvida, ações importantes entre as metas a serem alcançadas neste ano pela Secretaria da Agricultura, dentro do programa implementado pelo governo estadual. Mas a exemplo do que já se viu na proposta de outras pastas, em alguns itens, não há número a ser perseguido.

Entre os indicadores com métrica palpável, está o que prevê a expansão do programa Mais Água, Mais Renda. A opção, nesse caso, foi por resultado conservador.

A ideia é chegar ao final do ano com mais 16 mil hectares de projetos implementados, sendo que até esta semana, a área somava 10,5 mil hectares. Desde a criação, em 2012, foram mais de 68 mil hectares. Ainda assim, a área total irrigada no Estado – descontadas as lavouras de arroz – representa 3% do total.

Entre as propostas inéditas, está a criação do programa de gestão de solos e água em microbacias, cuja meta a ser executada em 2015 é a finalização do projeto. Para o secretário Ernani Polo, é uma ferramenta fundamental para melhoria da produtividade:

– O Paraná, há mais de 30 anos, fez a gestão desses recursos e colheu, neste ano, 2,5 milhões de toneladas a mais de soja do que o Estado.

Na meta de incentivo à adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-RS), a secretaria não arriscou o quanto quer ampliar, alegando que o avanço depende também da participação dos municípios.

Hoje, apenas cinco dos 497 municípios gaúchos têm a certificação que permite a venda dos produtos fora do município de origem. Outros 211 manifestaram interesse e 54 encaminharam a documentação. Desses, 28 foram pré-auditados e no próximo dia 15, têm reunião marcada na secretaria.

O número de técnicos que avaliam a documentação foi ampliado de seis para 10. Um dos grandes gargalos ao avanço estaria na estrutura precária de fiscalização dos municípios que, em contrapartida, cobram apoio financeiro. O prometido kit Susaf – veículos, GPS e computadores –, ainda depende da liberação de recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Fonte: Zero Hora

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