Gisele Loeblein: a primeira missão do Instituto do Leite

Nesta semana, dirigentes da entidade se reúnem para tratar do calendário de implementação do Procetube

16/06/2014 | 06h02

Convencer municípios gaúchos com produção de leite da importância de manter doenças como brucelose e tuberculose longe de seus rebanhos será um dos primeiros papéis a serem desempenhados pelo Instituto Gaúcho do Leite (IGL). Com o convênio que habilita o recebimento de recursos do Fundoleite assinado, a entidade ganha envergadura financeira para implementar ações voltadas ao desenvolvimento do setor.

Nesta semana, dirigentes da entidade se reúnem com a Secretaria da Agricultura para tratar do calendário de implementação do Programa de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose (Procetube) nos 30 municípios já inscritos — há outros seis de projeto-piloto iniciado no Vale do Taquari, que inspirou o modelo estadual.

Como a adesão ao programa da secretaria é voluntária, o trabalho do IGL será o de convencimento. Ou seja, de ressaltar com números e resultados por que é importante receber o reconhecimento de área em que as doenças estão sob controle. O status é pré-requisito da maioria dos mercados externos.

Será um longo trabalho de convencimento: 90% dos 497 municípios gaúchos têm rebanhos leiteiros. A meta, segundo o diretor-executivo do IGL, Ardêmio Heineck, é ter adesão total no Estado dentro de seis a oito anos:

— Até o final deste ano, queremos concretizar o programa nos municípios que já estão inscritos.

Além da persuasão, a entidade irá buscar recursos extras para ajudar os municípios com os custos de manutenção.

Pela Secretaria da Agricultura, 300 mil brincos de identificação para os animais estão em processo de compra. Poderão ser usados dentro do período de um ano, conforme surgir a demanda.

A preocupação tem razão de ser. Essas doenças causam prejuízos econômicos porque diminuem a produtividade e envolvem saúde pública porque podem ser transmitidas às pessoas.

Outra prioridade para o IGL é apresentar sugestões a serem incluídas no projeto de lei — há uma minuta em elaboração — para apertar o cerco no controle da qualidade do leite, começando pelo transporte.

Se virarem realidade, as propostas poderão ser o primeiro passo na difícil missão de recuperar a confiança do consumidor, abalada pelas sucessivas fraudes no leite.

Fonte: Zero Hora

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