GESTÃO RURAL | Perspectivas diferentes

Trabalhar a gestão é fator fundamental para permitir e estimular a permanência do jovem no campo, afirma Rosani Spanevello, professora do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pesquisadora na área de agricultura familiar:
– Hoje, o agricultor precisa entender não apenas de produção, mas de custos e da comercialização. Os filhos de produtores estão trabalhando sob uma perspectiva diferente, com maior escolaridade e domínio de ferramentas com a internet e disposição para introduzir novas tecnologias. E valorizam mais o trabalho de gestão. Eles se qualificam como agricultores e como administradores.
Combater o êxodo rural, no entanto, exige ações mais complexas. De acordo com Rosani, é preciso levar em conta que mesmo os jovens que gostam de ficar no campo não querem depender somente da renda agrícola devido a incertezas que rondam a produção. E há aspectos comportamentais a serem levados em conta:
– Existem questões familiares, como o reconhecimento dos pais pelo trabalho dos filhos e o incentivo para que queiram ser agricultores. Isso pesa na decisão sobre permanecer ou não na propriedade paterna. A gestão compartilhada, com divisão de tarefas e rendimentos, é um caminho.
Marli Bühler, engenheira agrônoma e coordenadora dos centros de formação da Emater, ressalta que a participação em cursos é fundamental para desenvolver um trabalho realmente eficiente em áreas rurais:
– A qualificação leva à viabilidade e sustentabilidade econômicas. À medida que as atividades derem retorno econômico e satisfação pessoal, o jovem vai querer permanecer no campo, ocorrendo automaticamente o processo de sucessão familiar.

Fonte: Zero Hora

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