Gestão de águas | OLHAR DO CAMPO | IRINEU GUARNIER FILHO

A chuva que trouxe algum alívio para os agricultores gaúchos não pode servir agora para desmobilizar governo e sociedade da busca por uma solução definitiva para o problema da estiagem que atinge o Estado sete vezes por década. As soluções são conhecidas e seria ocioso enumerá-las aqui. Mas não basta sair por aí escavando açudes e perfurando poços. Nem financiando pivôs ou kits de gotejamento em cada uma das mais de 400 mil propriedades do Estado. O gerenciamento das águas disponíveis (chuva, rios, barragens, subsolo) deve obedecer a uma ação articulada entre Estado e iniciativa privada. Isso porque talvez seja necessário inclusive transpor águas de uma região para outra, por meio de aquedutos. O que não seria nenhuma novidade. Os romanos já faziam isso há mais de 2 mil anos em quase todo o seu vasto império. A solução para a seca não pode ser pontual, regional, localizada. O Estado tem de ser beneficiado por essa “gestão de águas” em seu conjunto.

Fonte : Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | IRINEU GUARNIER FILHO

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