Geociclo inicia este ano a construção de nova fábrica de fertilizante organomineral, em GO

Empresa planeja investir em outras doze unidades nos próximos 10 anos

por Alana Fraga

Divulgação/Geociclo

Unidade de Uberlândia (MG) iniciou as operações em setembro de 2012 com produção de 25 mil t de fertilizantes organominerais por ano para produtores do Triângulo Mineiro (Foto: Divulgação/Geociclo)

A Geociclo, empresa nacional de biotecnologia, assinou nesta terça-feira (7/8) o protocolo de intenções com o governo do Estado de Goiás para a construção, ainda este ano, de uma fábrica de fertilizante organomineral Geofert (composto a partir do tratamento de resíduos orgânicos associados a nutrientes minerais) em Goianésia (GO).
Com capacidade inicial de 50 mil toneladas de fertilizante, o novo empreendimento é uma parceria com o Grupo Otavio Lage, proprietários das Usinas sucroalcooleira Jalles Machado e Otavio Lage. A usina viabilizou a instalação da fábrica no local assinando um contrato de longo prazo, em que fornece os resíduos orgânicos – subprodutos do processamento da cana – para a unidade, onde é beneficiado no fertilizante organomineral. Segundo o presidente da Geociclo, Ernani Judice, 40 mil toneladas do produto serão destinadas à usina e as 10 mil toneladas restantes para outras empresas. Já no segundo ano, Judice afirma que a unidade dobrará a sua capacidade produtiva e a usina passará a consumir metade de toda a produção.
Com investimento de R$ 41 milhões, a instalação da nova unidade começará ainda neste mês, com início da produção do fertilizante no primeiro trimestre de 2014.
Além da nova unidade de Goianésia, a Geociclo tem uma outra em Uberlândia, que iniciou as atividades em setembro do ano passado. Com uma produção anual de 25 mil toneladas de fertilizantes, a primeira planta da empresa atende, prioritariamente, produtores do Triângulo Mineiro. A expectativa é atingir a capacidade de 100 mil toneladas anuais até o segundo ano de operação da fábrica.
Os planos de expansão da Geociclo no Brasil contemplam a construção de outras doze unidades de fertilizantes nos próximos dez anos. De acordo com Judice, ainda este ano a empresa pretende assinar protocolo de intenções para a construção das próximas duas plantas – a primeira no oeste do Estado de São Paulo, próximo a Marília e outra em Barretos.
A companhia pretende alcançar de 3,5% a 5% do mercado nacional de fertilizantes em 2020, o que corresponde a vendas de 1,3 a 1,8 milhão de toneladas do produto por ano.
"Hoje, de maneira geral, o mercado está buscando produtos com maior valor agregado e mais eficientes O nosso produto (Geofert), amplamente testado por instituições respeitadas, já teve a comprovação que chega a elevar em até 20% a produtividade da lavoura. Estamos correndo para buscar atender a essa crescente demanda de mercado", afirma Judice.

Fonte: Globo Rural

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