GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA – Novo híbrido de milho para silagem produz até 80 toneladas por hectare

Empresa apresenta três variedades para diferentes níveis de investimento. Todas possuem tecnologia de resistência a lagartas

híbrido de milho FS620 para silagemFoto: José Florentino/Canal Rural

O agricultor brasileiro cultivou 16,8 milhões de hectares de milho na safra 2018/2019, estima a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para o engenheiro agrônomo e líder de marketing da Forseed, Aldenir Sgarbossa, apesar do foco dessa cultura ser a obtenção de grão, o produtor também precisa contar com tecnologia voltada à silagem.

Sgarbossa destaca que nem todo híbrido de milho é indicado para esse segmento. Além disso, outra preocupação  é oferecer qualidade sem deixar de lado a rentabilidade. “O produto precisa apresentar bom volume de grão e massa verde; então separamos aqueles que têm o melhor equilíbrio desses dois aspectos e inserimos uma tecnologia para controle de lagartas”, conta. As novidades atendem os mercados de médio investimento, médio-alto e premium.

  • De acordo com o engenheiro agrônomo, a combinação entre biotecnologia, genética e manejo permitiu que a produção de silagem atingissem níveis jamais imaginados anos atrás. “Já soubemos de produtores que alcançaram 80 toneladas por hectare com a FS620”, afirma.

    Uma dica importante do agrônomo é contar com um técnico que possa determinar qual semente é mais adequada à realidade geográfica do produtor. “O que funciona em Goiás pode não funcionar aqui [no Rio Grande do Sul] ou não ter o mesmo desempenho em lugares diferentes”, ressalta.

    A Forseed apresentou os novos híbridos de milho durante a 20ª Expodireto Cotrijal, feira realizada em Não-Me-Toque (RS), na semana passada. A tecnologia presente nas sementes garante tolerância às principais lagartas que causam danos severos à cultura.

    “A PowerCore Ultra faz com que ele precise do mínimo de manejo para expressar o máximo do potencial produtivo. Isso é impossível sem biotecnologia”, defende Sgarbossa. Mas ele não descarta o cuidado do agricultor: “Ele tem que fazer o monitoramento e aplicações, se necessário; é um conjunto”.

    Por José Florentino, de Não-Me-Toque (RS)

    Fonte : Canal Rural