GANGORRA – Forte queda de 1% em Chicago puxa para baixo preços da soja no Brasil

Mais uma vez Chicago e dólar abrem o dia em sentidos opostos e podem travar os negócios. Caso ambos caiam, há chance para recuo nos preços da oleaginosa do país

Normalmente quando se fala em alta do câmbio, como a que ocorreu na última terça-feira, dia 16, em torno de 1%, os produtores de soja já esperam preços mais elevados no país. Mas não foi isso que aconteceu, isso porque do outro lado estavam as cotações na Bolsa de Chicago, com queda de mais de 1%. O resultado foi um recuo de R$ 0,50 por saca na média no Brasil. Nesta quarta (17), o cenário não deve mudar muito, já que Chicago abriu em leve alta, enquanto o dólar novamente opera em movimento contrário, ou seja queda.

Os preços da saca no Brasil caíram no país e o ritmo dos negócios segue praticamente parado. Apenas cerca de 20 mil toneladas rodaram no Rio Grande do Sul. “Os negócios que estão saindo no momento são por questão de necessidade”, disse o analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 72,50 para R$ 72. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 72 para R$ 71,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço baixou de R$ 77,50 para R$ 77.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 72 para R$ 71,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 77,50 para R$ 77.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 68,50. Em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 69.

Chicago e câmbio na terça

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. O mercado mostra preocupação com a demanda pelo produto americano, principalmente por parte da China.

Segundo a consultoria Safras, as negociações entre China e Estados Unidos seguem no foco do mercado e a demora para chegar a um acordo preocupa. Além disso, o mercado teme pelo recuo na demanda chinesa por farelo de soja, devido à crise na suinocultura daquele país, em meio aos casos de febre suína africana.

Com isso, os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 10,75 centavos de dólar ou 1,19%, a US$ 8,88 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,01 por bushel, com baixa de 10,75 centavos de dólar ou 1,17%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 4,50 ou 1,44%, sendo negociada a US$ 306,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 28,72 centavos de dólar, com recuo de 0,09 centavo ou 0,31%.

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,93%, negociado a R$ 3,9020 para a compra e a R$ 3,9040 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9090 e a mínima de R$ 3,8790.

Chicago e câmbio nesta quarta

Os contratos da soja em grão registram preços levemente mais altos nas negociações da sessão eletrônica da nesta quarta. Os contratos com vencimento em maio de 2019 operam cotados a US$ 8,89 por bushel, elevação de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,16%.

O dólar comercial abriu a sessão em queda de 0,43%, negociado a R$ 3,8860 para a compra e a R$ 3,8880 para a venda. A moeda norte-americana oscila entre a máxima de R$ 3,8940 e a mínima de R$ 3,8870.

Por Daniel Popov, com informações da Agência Safras

Fonte : Canal Rural