Gaúcho antecipa o uso de calcário

 Consumo chegou a 505 mil toneladas<br /><b>Crédito: </b>  DIEGO VARA / CP MEMÓRIA

Consumo chegou a 505 mil toneladas
Crédito: DIEGO VARA / CP MEMÓRIA

A troca de arroz por soja e, principalmente, o clima seco que permitiu o trânsito fácil de tratores fez com que 80% dos produtores gaúchos antecipassem a aplicação de calcário no solo para o primeiro semestre. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria e da Extração de Mármore, Calcário e Pedreiras no Rio Grande do Sul (Sindicalc), Oscar Raabe, entre janeiro e abril, a entrega do insumo chegou a 505 mil toneladas, um crescimento de 24,3% sobre as 406 mil toneladas vendidas no mesmo período de 2011. Raabe diz que desde a década de 1960, quando se estruturou no país, o setor nunca havia atingido esse patamar na primeira metade do ano. "Há maior consciência da necessidade de corrigir o solo, estímulo aos produtores e, no caso deste ano, o objetivo de ter uma safra melhor."
A aplicação é recomendada de seis a até dois meses antes do plantio. E, nesse caso, a ausência de chuva permitiu que isso ocorresse no Estado. Raabe avalia que a demanda deve se manter forte até agosto, quando tradicionalmente ocorre o pico de consumo. Ainda aguardando o fechamento dos números de maio, ele estima que o crescimento já tenha alcançado 35% no mês passado na comparação com os cinco primeiros meses de 2011. Caso a tendência de avanço se confirme, a previsão é que até dezembro o Estado consuma 3,5 milhões de toneladas de calcário, 52% a mais que as 2,3 milhões do período anterior.

Fonte: Correio do Povo

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