Fundos lucram com queda dos papéis

Enquanto as ações da BRF derretiam quase 20% na bolsa na segunda-feira, chegando a uma desvalorização de 39% em 12 meses, alguns investidores tinham motivo para comemorar. São fundos de investimentos que estavam apostando na queda das ações desde o ano passado – um levantamento da empresa de informações financeiras Economática mostra que eram ao menos R$ 400 milhões em posições vendidas. Parte desses investidores aproveitou para zerar suas posições e realizar o lucro.

A maior delas era da gestora Milestones, com R$ 179 milhões em contratos de venda. A gestora administra recursos das famílias Silva, Voigt e Werninghaus, controladoras da fabricante de motores Weg. Eles são históricos investidores da Perdigão e têm grande proximidade com Nildemar Secches, o ex-presidente do conselho da BRF, afastado por Abilio Diniz e pela gestora Tarpon. Secches é hoje vice-presidente do conselho da Weg.

A Milestones era acionista da BRF até o ano passado, quando começou a montar uma posição vendida nas ações para proteger sua fatia acionária. Com a gestão desacreditada, a Milestones deixou de ser acionista e manteve somente a posição contra as ações. Procurada, a gestora não quis comentar o assunto.

Por Maria Luíza Filgueiras | De São Paulo

Fonte : Valor

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