Fundo de desenvolvimento sustentável deve ficar fora do texto final da Rio+20 por falta de consenso

A seis dias do encontro dos 115 chefes de Estado e de Governo apenas um quarto do documento está fechado

Em meio aos impactos da crise econômica internacional e das limitações financeiras dos países mais pobres, a proposta de criar um fundo de incentivo ao desenvolvimento sustentável, que conta com o apoio do Brasil, deve ser retirada do texto final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Pela proposta, o fundo começa com US$ 30 bilhões a partir de 2013, mas pode chegar a US$ 100 bilhões, em 2018.

Vários países, como o Canadá e os Estados Unidos — que estão em plena campanha presidencial e cujo presidente, Barack Obama, é ausência na Rio+20 — resistem à ideia. Esses países contam ainda com o apoio dos europeus, que argumentam que os efeitos da crise econômica internacional os impedem de avançar sobre propostas relativas às questões financeiras.

O secretário executivo da delegação brasileira na Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, reconheceu nesta quinta-feira que os países ricos adotaram um movimento de "retração forte" devido às questões internas que vivem. "Mas tudo isso faz parte da negociação", definiu. O embaixador, no entanto, não acredita que seja definitiva a questão:

— Não há rechaço de uma ou de outra parte negociadora. Vamos buscar a melhor condição possível. É fundamental que cada ação corresponda a meios de financiamento ou indicações para que isso seja possível.

As negociações em busca de acordos para o texto final mobilizam os negociadores, pois a seis dias do encontro dos 115 chefes de Estado e de Governo, na Rio+20, apenas um quarto do documento está fechado. Há divergências em relação aos seguintes temas: metas comuns, transferência de tecnologias, financiamentos, capacitação de pessoas para a execução de programas relacionados ao desenvolvimento sustentável, compreensão sobre o significado de economia verde e criação de novas instituições.

Fonte: Zero Hora

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