Fundecitrus e indústrias discutem alternativas ao carbendazim

Representantes do setor cobram desenvolvimento de novos fungicidas para produção de citros

Charles Guerra

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Setor pede alternativas ao carbendazim para produção de citros no Brasil

Representantes do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e de empresas de defensivos químicos agrícolas iniciaram nesta segunda, dia 19, em uma reunião na sede da entidade, em Araraquara (SP), a busca de alternativas de substituição ao carbendazim, com novas moléculas de agroquímicos para citros. Utilizada na produção de fungicidas, substância foi retirada em janeiro da lista de Produção Integrada dos Citros (PIC), após a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) vetar cargas de suco de laranja brasileiro com níveis acima de 10 partes por bilhão (ppb) do pesticida.

Representantes do Fundecitrus cobraram o desenvolvimento de novos fungicidas para evitar a resistência do fungo aos produtos já existentes. Sem o carbendazim, os produtos utilizados contra doenças como pinta preta e podridão floral dos citros são basicamente os à base de cobre, com formulações antigas e sujeitas à resistência das pragas.

– Pretendemos dar todo apoio às indústrias de defensivos no processo de apuração e avaliação de novas moléculas para que haja alternativas para o citricultor o mais rapidamente possível – informa o presidente do Fundecitrus, Lourival Carmo Monaco.

Segundo o Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos de Defesa Agrícola (Sindag), uma nova molécula custa US$ 250 milhões e o processo de registro no Brasil de um novo produto leva, pelo menos, quatro anos. Atualmente, segundo o Sindag, seis propostas de registros de novos fungicidas para citros tramitam na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Ministério da Agricultura e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas apenas um começou a ser avaliado.

– Essa demora em competir com as doenças e pragas, que mudam rapidamente, pode inviabilizar regiões produtoras – alerta Monaco.

Fonte: Ruralbr | Agência Estado

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