Fumicultores: coronavírus e seca – REPÓRTER BRASÍLIA

Os produtores de fumo do Rio Grande do Sul, além da crise do coronavírus que atinge todos os setores, enfrentam outro problema, a seca, que, num primeiro momento, levaram as indústrias a não comprar o produto e contribuiu para levar os fumicultores, grande parcela, com dívidas nos bancos, ao desespero. O deputado federal gaúcho Marcelo Moraes (PTB, foto) destaca que além dos problemas já enfrentados, que não são poucos, "os produtores foram pegos de surpresa com a decisão do presidente Jair Bolsonaro, que vetou o auxílio de R$ 600 para os agricultores da agricultura familiar".

Derrubar o veto O parlamentar adiantou que tão logo a Câmara retorne aos trabalhos normais, a bancada gaúcha vai trabalhar intensamente para derrubar o veto presidencial para que os fumicultores mantenham esse auxílio, "fundamental neste momento".

Carro-chefe Um dos pontos positivos, segundo o congressista, "é que hoje as indústrias do setor se abriram para compra. Estão comprando gradativamente o produto". Marcelo Moraes lembra que o Rio Grande do Sul tem ao redor de 75 mil de famílias produtoras de fumo. No Brasil são entorno de 150/170 mil, e gera ao redor de 40 mil empregos na indústria.

Apoio do governo Na avaliação do parlamentar, "o governo federal deveria estar operando mais. Está atuando pouco ainda". Moraes diz que "nós sabemos que tem o covid-19 que tem que ser enfrentado, mas talvez o governo esteja enxergando o problema da seca no Rio Grande do Sul como algo isolado, mas esse algo isolado com certeza, compromete e muito o setor".

Devendo em tudo Para o deputado, "agora se tu falar dos 60% que não pegaram a dívida no banco, esses estão devendo no posto de gasolina, no mercado, e por aí vai. Então o governo federal deveria operar um pouco mais aí para tentar minimizar o impacto". Congressista revela que "a bancada gaúcha está operando sistematicamente em busca de uma solução. Nós pedimos ao governo federal algumas ações. Entre elas: mostramos em documento os percentuais de cada cultura, e solicitamos que os produtores que tem empréstimo nos bancos, cerca de 40%, tivesse uma carência de pelo menos três ou quatro anos, e que a parcela quando viesse, que viesse suave".

Linha de crédito Marcelo Moraes especificou: "pedimos também linha de crédito para aqueles que não tem empréstimos nos bancos, para poder sobreviver até ano que vem. Nós estamos falando aqui dos 60%, daquele que está devendo no posto, devendo no mercado e, daquele que precisa do dinheiro para sobreviver até o ano que vem".

Fonte: Jornal do Comércio