FS Bioenergia investirá R$ 1 bilhão em nova unidade

Sairá por R$ 1 bilhão o investimento que a FS Bioenergia fará para erguer sua segunda usina de etanol de milho, em Sorriso (MT), um dos maiores municípios produtores do grão no Brasil. A companhia, joint venture entre a gestora americana Summit Agricultural Group e a trading mato-grossense Fiagril, vinha estudando o novo aporte desde o ano passado, quando ainda começava a operar sua primeira usina, em Lucas do Rio Verde (MT).

O valor do novo aporte é 25% maior do que o total orçado para a primeira usina, que agora está sendo ampliada. Considerando o investimento para a primeira etapa, já concluída, e o que está em curso, a planta de Lucas do Rio Verde custará R$ 800 milhões.

Entretanto, se for considerado o potencial máximo de produção de cada unidade, o novo empreendimento será mais vantajoso, já que sua capacidade será de 680 milhões de litros por ano, 28% maior do que a primeira unidade com a expansão já concluída.

O investimento planejado apenas para essa segunda unidade equivale ainda ao faturamento que a FS Bioenergia espera alcançar quando sua primeira unidade estiver ampliada e operando em sua plena capacidade. Para este ano, a expectativa é que a receita atinja cerca de R$ 550 milhões, disse Rafael Abud, diretor financeiro da companhia, em entrevista ao Valor em janeiro.

Além de etanol, a nova usina também produzirá DDG (Distillers Dried Grains) – farelo resultante do processamento do milho – e óleo, com capacidade de produção de 500 mil toneladas e 20 mil toneladas, respectivamente.

A planta terá ainda uma unidade de cogeração de energia a partir de biomassa, proveniente basicamente de eucalipto que será plantado na região. O potencial de geração será de 170 mil megawatt-hora (MWh) por ano.

Para garantir a produção máxima da nova planta, poderão ser processadas até 1,8 milhão de toneladas de milho por ano.

Havia dúvidas se a segunda unidade deveria ficar próxima da oferta de matéria-prima ou do acesso a mercados consumidores, como seria o caso de Rondonópolis. A cidade, onde está a ferrovia de acesso ao Sudeste, chegou a ser cogitada. A opção foi pela primeira alternativa. "Estar próximo desses produtores de Sorriso nos dará ainda mais insumo para inovar e continuar produzindo com a qualidade que buscamos. Além disso, queremos ser a oportunidade de compra de milho e biomassa confiável e de qualidade para esses produtores", afirmou Henrique Ubrig, CEO da FS Bioenergia, em nota.

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo

Fonte : Valor

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