FRUTICULTURA | À espera de um preço melhor

Na propriedade dos Scopel, em São Gotardo de Vila Seca, interior de Caxias, a antracnose não atacou os 2,1 mil pés da variedade fuyu (chocolate branco), que predomina nos 2,5 hectares. Marcelo, 39 anos, o irmão, Ricardo, 35, e o pai, Ari, 72, ainda estão tranquilos. Eles têm 600 pés da kyoto, plantados neste ano. Daqui a dois ou três anos as árvores darão algum fruto, mas terão produção plena só a partir de 2020.
– O problema da região neste ano é no caqui kyoto. Essa variedade é menos resistente do que a fuyu – comenta Marcelo.
A colheita da família deve começar partir desta semana e se estende até a metade de junho. À medida que avança o amadurecimento nos caquizeiros, o trabalho se intensifica. Não há pressa com o produto, o único acelerador é a geada. Jogando assim com o tempo, os agricultores tentam escapar de ter de armazenar a produção em câmaras frias. Isso porque o procedimento encarece os custos.
– O caqui hoje está ruim de preço, pois estamos em plena colheita. Então se a gente conseguir colher ele sem guardar na câmara o lucro da gente é bem maior – conta Marcelo.
Os Scopel vivem da uva e do caqui. Há oito anos, incluíram os caquizeiros Optaram pela cultura porque a colheita não coincide com a da uva. A produção da família deve ser de 70 mil a 80 mil quilos de caqui neste ano.

Fonte: Zero Hora

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