Frio tem contribuído para o desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul, dizem especialistas

Clima ameno com baixa umidade traz boas condições para o crescimento do grão

Cristiane Viegas | Cruz Alta (RS)

Vinicius Velozo Donega, Arquivo Pessoal/Divulgação

Foto: Vinicius Velozo Donega, Arquivo Pessoal/Divulgação

Produtores torcem para o tempo se manter estável

No Rio Grande do Sul, onde o plantio de trigo é tardio, o frio tem contribuído para o desenvolvimento das plantas. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o clima ameno, com baixa umidade, além da boa luminosidade e noites frias, tem trazido ótimas condições para o crescimento do grão em todas as regiões produtoras.
Técnicos em extensão rural dizem que o verde intenso das plantas é sinal da saúde das, que a partir de agora começam a entrar na fase de floração. Cerca 4% da área plantada no Estado está nessa etapa de desenvolvimento. A partir de agora, o clima deve ser a maior preocupação dos triticultores, já que na safra passada, uma geada trouxe perdas consideráveis. A região noroeste foi uma das mais atingidas e teve queda de 500 quilos por hectare.
A região de Cruz Alta produz, em média, 50 sacas de trigo por hectare. São 30 mil hectares dedicados à cultura, este ano, os produtores esperam resultados mais satisfatórios que compensem os prejuízos do ano passado. Segundo o produtor rural Valdir Schwade, a expectativa é também grande com relação aos preços que estão mais atrativos que os da safra anterior.

– O que nós colhemos ano passado era triguilha. Até as empresas que fazem ração compraram na faixa de R$ 25 a saca, Com todo o prejuízo da geada ainda pagaram satisfatoriamente. Ainda foi porque o preço do grão estava na faixa de R$ 34 – disse.
O produtor fez o plantio há 60 dias, agora os doze hectares plantados estão recebendo o tratamento, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e o controle de pragas invasoras e doenças.
– Se não der geada nesse estágio, a perspectiva é conseguir fazer uma safra normal, como nos outros anos. Até agora ta 100%, está um estagio bom, começando agora com aplicação de fungicida – comemora Schwade.
A colheita, que começa em outubro, deve ter boa produtividade por área, de acordo com o extensionista rural, Enio Coelho. Segundo o especialista, o frio intenso do último mês não chegou a atingir as lavouras gaúchas.
– O frio foi benéfico, pois a nossa cultura está em um estagio bem inicial. Cruz Alta é um município que tem uma característica boa de produtividade, em torno de 2.700 quilos por hectare. A expectativa é que se mantenha esta media – disse.

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Fonte: Ruralbr

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