Fotos mostram a transformação de cenário da estiagem no RS com a chuva

Imagem de açude em propriedade de Encruzilhada do Sul evidencia a melhora após retorno das precipitações

06/07/2020 – 07h50minAtualizada em 06/07/2020 – 07h50min
GISELE LOEBLEIN

André Camozzato / Arquivo Pessoal

Campo nativo e água onde antes havia solo rachado evidenciam transformação promovida pelo retorno das chuvas ao RSAndré Camozzato / Arquivo Pessoal

Como a chuva tem caído com força e até provocado prejuízos em algumas regiões, fica difícil imaginar que o Rio Grande do Sul ainda não tenha se recuperado por completo da estiagem prolongada vivida no verão. Há áreas em que as precipitações seguem sendo aguardadas para a recomposição das reservas de águas. As previsões apontam que devem ocorrer em todo o Estado ao longo da semana.

Na Fazenda Alto das Figueiras, em Encruzilhada do Sul, os milímetros vão sendo adicionados à planilha de controle. A foto feita pelo administrador da propriedade, André Camozzato, no auge da falta de chuva, em abril, foi publicada pela coluna.

André Camozzato / Arquivo pessoalEstiagem prolongada fez nível de água baixar a patamares nunca antes vistos por administrador da Fazenda Alto das FigueirasAndré Camozzato / Arquivo pessoal

E evidenciava os baixos níveis, com rachaduras na terra no lugar de onde deveria haver água nos açudes usados para hidratação do gado.

Pouco mais de um mês depois, quando a chuva retornou ao Estado, Camozzato, que também é presidente da Comissão de Ovinocultura da Secretaria de Agricultura do Estado, enviou novo registro, em que já era possível ver a umidade voltando. Nova foto mostra como está  área agora. Ainda faltam 80 centímetros de altura de lâmina de água para voltar à normalidade – o que seria possível com cerca de 200 milímetros.

– Em maio e junho choveu um pouco acima da média para esses dois meses no histórico dos últimos três nos. Ainda assim, no acumulado de 2020, ainda não recuperou o que faltou. Essa chuva de junho foi significativa e importante para repor as águas – observa Camozzato.

Também permitiu a recuperação das pastagens de inverno, que servem de alimento para os animais. O administrador ressalta, no entanto, que os efeitos de longo prazo da estiagem permanecerão sendo sentidos. Inclusive no ciclo reprodutivo. Ele relata que, na propriedade, por exemplo, o gado teve perda direta de cerca de 25% do peso vivo, somando o que perdeu entre novembro e abril e o que deixou  de ganhar. 

Fonte: Zero Hora

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