Força extra para a agricultura familiar

Cerca de 60 propostas voltada à melhoria das condições das propriedades agrícolas de menor porte foram discutidas na semana passada e serão apresentadas em Brasília

Mais recursos do governo federal, ensino no campo, fortalecimento da assistência técnica e da extensão rural e mulheres com mais autonomia para obtenção do crédito rural. Essas são algumas das cerca de 60 propostas para a melhoria das condições de produção dos agricultores familiares de Minas Gerais que serão apresentadas na conferência nacional sobre o tema, a ser realizada em Brasília de 23 a 26 de abril. Os documentos foram aprovados na última quinta-feira pelos representantes do segmento reunidos em Belo Horizonte durante a conferência mineira para discutir o assunto.

Nos três dias de realização do encontro, foram debatidas questões relacionadas com a assistência técnica e extensão rural e o desenvolvimento sustentável da AGRICULTURA FAMILIAR. A iniciativa da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) visa interesses de um contingente de cerca de 720 mil agricultores localizados em 440 mil estabelecimentos no estado.

De acordo com o subsecretário de Estado de AGRICULTURA FAMILIAR, Edmar Gadelha, o evento alcançou o objetivo de buscar sugestões que possam contribuir para o aprimoramento da política estadual e nacional de assistência técnica e extensão rural. Um dos destaques é a proposta de criação de programas permanentes de educação não formal dirigidos aos agriculturores familiares. "A educação é de fundamental importância para a consolidação de práticas sustentáveis", enfatiza o subsecretário.

REPASSES MAIORES Gadelha acrescenta que outra proposta de consenso para apresentação na conferência nacional se refere à revisão do sistema de financiamento do programa de assistência técnica e extensão rural. Atualmente, os recursos disponibilizados por ano pelo governo do estado, prefeituras e governo federal são respectivamente de R$ 220 milhões, R$ 80 milhões e R$ 20 milhões. De acordo com os participantes da conferência estadual, é necessária uma participação maior da União.

Além disso, a conferência estadual aprovou a apresentação de diversas propostas com o foco exclusivo no desenvolvimento da assistência à mulher e aos jovens da AGRICULTURA FAMILIAR. "Principalmente que as mulheres possam ter mais autonomia na atividade, e nesse contexto, que seja reconhecida, por exemplo, a sua condição de assumir por conta própria compromissos com as instituições de crédito para o desenvolvimento de projetos de AGRICULTURA FAMILIAR. Um reforço a essa proposta é que sejam consideradas de AGRICULTURA FAMILIAR todas as atividades realizadas no estabelecimento, muitas sob a iniciativa das mulheres", explica Gadelha.

O subsecretário de AGRICULTURA FAMILIAR observa ainda que grande parte das propostas aprovadas na conferência estadual inclui a necessidade de uma atenção especial ao fortalecimento da agroecologia na AGRICULTURA FAMILIAR de Minas Gerais.

Fonte: ESTADO DE MINAS – MG

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