FORÇA EXTRA NO MERCADO LOCAL

ROBERTO TAVARES E GLAUCO MENEGHETI

O mercado internacional já foi mais generoso com as empresas de máquinas e implementos. A relação conturbada com a Argentina, terceiro maior produtor global de soja e, até o ano passado, o principal cliente do maquinário agrícola do Brasil, deve acarretar em queda de 25% nas exportações brasileiras em 2013, de acordo com projeção do presidente do Simers, Claudio Bier. Ao participar ontem do segundo dia do ‘Correio Rural Debate’, mostrou-se otimista ao afirmar que o mercado doméstico deverá absorver esse excedente pelo momento diferenciado do agronegócio. ‘Hoje, as exportações para a Argentina estão praticamente zeradas, pois só liberam a importação de plantadeiras e de colheitadeiras quando os períodos de plantio e colheita já passaram’, relata.

Até 2005, AGCO e New Hoplland, mandavam ao exterior 50% da produção. Hoje, a relação é de cerca de 25%, mas sem gerar impacto no desempenho de vendas, graças à demanda interna. Neste ano, a AGCO projeta crescer 5% nos tratores e 7% a 8% nas colheitadeiras. Já a NH prevê incremento de 20% em colhedeiras e 10% em tratores.

O gerente regional de vendas da AGCO Ernani Leonel Oliveira e o diretor comercial da New Holland, Luiz Feijó, destacam a relevância do PSI e reconhecem a importância que teve para o setor o fato de o governo federal ter organizado o ano de 2013 com uma taxa de juros definida e extremamente atrativa. Mas são unânimes na reivindicação de uma política específica que vislumbre três a quatro anos de certezas. Por conta disso, a AGCO, segundo Oliveira, está focada em 2014, trabalhando com três cenários possíveis, com três taxas de juros diferentes. Feijó faz coro. ‘Não importa se vamos ter o PSI ou o Moderfrota. O crucial é que exista um plano.’

Fonte: Correio do Povo

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