FORÇA DO CAMPO | Menor rentabilidade, mas ainda em alta

Safra recorde é sinônimo de maior oferta de produto no mercado. Neste ano, assim como o Rio Grande do Sul, o líder mundial na produção de milho e soja – os EUA – também está em período de recuperação das lavouras afetadas pela seca no ciclo anterior. E como reza a velha lei da economia, quanto maior a oferta, menor o preço pago. É exatamente essa a perspectiva para os grãos mais presentes nas lavouras gaúchas – soja e milho –, cujos valores são definidos no mercado internacional.
Com o custo da lavoura levemente maior e a expectativa de preço mais baixo, o produtor terá uma rentabilidade menor. Mas isso, de acordo com a Farsul, está longe de ser um mau sinal.
– As coisas ficaram mais acomodadas. Não que tenham ficado ruins, voltaram para um padrão de normalidade – diz o economista-chefe da entidade, Antônio da Luz.
De acordo com o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, a renegociação das dívidas dos produtores rurais permitiu neste ano resultados considerados surpreendentes, com acesso facilitado ao crédito rural.
Atentos aos problemas causados pela Helicoverpa armigera nas lavouras de soja de outros Estados, Sperotto avalia ainda que não chegou o momento de cobrar do governo o pedido para decreto de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul, medida já tomada em outras regiões e que permite a adoção de ações especiais para proteção das lavouras.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *