FMC aposta em fertilizantes especiais

A fabricante de defensivos agrícolas FMC estabeleceu uma parceria com a empresa americana Cytozyme Laboratories para atuar no mercado brasileiro de fertilizantes especiais, um negócio que poderá representar até 10% de seu faturamento no país nos próximos cinco anos.

Pelo acordo, firmado ainda no fim do ano passado, a FMC obteve os direitos exclusivos de comercialização do portfólio da Cytozyme no Brasil e na América Latina. Por enquanto, nenhum produto será fabricado no Brasil.

De acordo com o diretor de negócios corporativos da FMC no Brasil, Paulo César de Oliveira, o objetivo da companhia é abocanhar uma fatia de pelo menos US$ 100 milhões do mercado que, segundo a companhia, movimentou US$ 1 bilhão em 2013.

Se a previsão se confirmar, o Brasil passará a ser o maior mercado para a Cytozyme, uma pequena empresa de Utah, fundada em 1975, com faturamento da ordem de US$ 30 milhões por ano.

"O segmento de fertilizantes especiais cresce cerca de 20% ao ano no Brasil, mais que o segmento de defensivos", anima-se Oliveira. No ano passado, o mercado brasileiro de defensivos movimentou US$ 9,7 bilhões, um aumento de 14% em relação a 2011. As vendas da FMC somaram cerca de US$ 740 milhões.

Os chamados fertilizantes especiais são micronutrientes, extratos vegetais e aminoácidos aplicados diretamente nas folhas e sementes com o objetivo de aumentar seu potencial produtivo. A utilização é mais comum no segmento de hortifrutigranjeiros, que hoje responde por mais de dois terços do mercado. Nos últimos anos, contudo, as fabricantes têm tentado avançar nas grandes culturas – soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

"Estimamos que esse mercado pode alcançar US$ 4 bilhões no Brasil em alguns anos", afirma Oliveira. Segundo o executivo, o fertilizantes especiais movimentam aproximadamente US$ 1 bilhão nos Estados Unidos e outros US$ 1,5 bilhão na Europa.

Inicialmente, a FMC vai centrar suas vendas de fertilizantes em hortifrutigranjeiros e cana-de-açúcar – a múlti é a líder do mercado de defensivos para cana, cultura que responde por um terço de seu faturamento no Brasil. "Depois partimos para soja, algodão e milho", afirma Oliveira.

O Brasil é o principal mercado agrícola para a FMC, que no ano passado faturou US$ 2,1 bilhões no setor em todo o mundo. De acordo com Oliveira, a receita com venda de defensivos no mercado brasileiro deve alcançar US$ 900 milhões em 2013 – um aumento de 21% em relação ao ano passado. A companhia é a quarta no ranking de defensivos no país, atrás de Syngenta, Bayer CropScience e Basf. (GFJ)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo

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