Fiscais estaduais apreendem agrotóxicos falsos e animais em regiões do Estado

Fiscais estaduais agropecuários da secretaria da AgriculturaPecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) realizaram operações de combate à venda de agrotóxicos falsiicados no Estado e retiraram do mercado produtos que renderiam quase R$ 520 mil aos envolvidos.As operações ocorreram nas regiões Central e Alto Uruguai. Nas ações, foram apreendidos 2.080 litros de fungicidas falsiicados e apuradas as responsabilidades dos falsários, que revendiam o produto a R$ 250,00 o litro, em média.

A ação da iscalização começou após o recebimento de denúncias de um produtor rural que suspeitou da ineiciência do produto e enviou amostra para análise. “O produto tinha zero de ingrediente ativo, ou seja, o produtor rural estava comprando água”, diz o chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da Seapdr, iscal estadual agropecuário Rafael Friedrich de Lima.

Na Região Central, os fiscais, engenheiros agrônomos, lotados nas inspetorias veterinárias de Santa Maria, Dom Pedrito e Uruguaiana, identiicaram 175 litros de fungicidas falsiicados. Em outra frente, em Erechim, houve apreensão de aproximadamente 1.905 mil litros, em galões de cinco litros cada. “Reforçamos a importância de o produtor rural estar atento à aquisição dos insumos para a sua lavoura e orienta que, mediante qualquer indício de fraude e falsiicação, acione a iscalização imediatamente”, orienta o secretário Covatti Filho.

Já na área animal, em um desdobramento da ação conjunta entre Seapdr, Polícia Civil e Brigada Militar, na localidade da Costa do Bica (divisa de municípios de Piratini e Canguçu) foram identiicados mais seis animais furtados, sendo três no município de Canguçu e outros três no município de Rio Grande. Quatro proprietários vítimas de abigeato comprovaram a propriedade dos animais e os receberam de volta.

Em um total de 25 animais, oito foram devolvidos aos proprietários.

Os demais animais foram encaminhados ao abate em um frigoríico sob Inspeção Estadual no município de São Lourenço do Sul. A carne do abate deverá ser desossada e destinada a entidades de assistência social e de caridade nos três municípios.

Fonte: Jornal do Comércio