Fetag-RS propõe parceria para reduzir perdas aos agricultores

Cancelamento de feiras e exposições elevou os estoques dos produtores
Em um período crítico para a saúde da população em virtude do coronavírus (Covid-19) e de uma estiagem que assola o Rio Grande do Sul, a Fetag-RS encaminhou ofício ao Ministério da Cidadania propondo para uma modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos, a de Compra com Doação Solidária. A modalidade Compra com Doação Solidária é uma proposta elaborada pela entidade que se utiliza do já existente Programa Nacional de Aquisição de Alimentos para auxiliar as famílias que estão sendo prejudicadas pela estiagem e também pelo cancelamento de várias feiras e exposições que seriam realizadas nos próximos meses em todo o Estado, provocado pela pandemia do novo coronavírus.De acordo com o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, “o cancelamento dos eventos agropecuários fez com que muitas famílias tivessem que estocar tudo o que seria vendido nessas datas, e, agora, não têm boas perspectivas para sua produção de não perecíveis. Provavelmente, seria perdido, o que já aconteceu com outras agroindústrias cujos produtos não podem ser estocados”. O presidente cita, ainda, os casos dos produtores de hortifrutigranjeiros, que vendiam diretamente nas casas ou nas feiras municipais, o que, agora, é inviável em virtude da pandemia. “Esse projeto também pensa nas cidades, onde os prefeitos se encontram com um quadro complicado de trabalhadores autônomos que, inesperadamente, ficaram com suas rendas seriamente afetadas, ou donos de pequenos negócios, que, em alguns casos, tiveram que fechar seus estabelecimentos em virtude dos decretos municipais. Todos precisarão de ajuda dos governos, pois ficarão sem renda.” Joel explica que a aquisição de alimentos seria organizada pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais associados à FetagRS e executada pelas prefeituras municipais associadas à Famurs é a melhor estratégia neste momento. Os alimentos adquiridos seriam doados para entidades da rede socioassistencial.
Fonte: Jornal do Comércio