Fertilizantes: Acordo entre Petrobras e Vale sairá em até 2 meses

Fonte: Valor | Eduardo Laguna | De São Paulo

A Vale espera chegar nos próximos dois meses a um acordo com a Petrobras para explorar uma mina de carnalita – minério do qual se extrai cloreto de potássio, matéria-prima para a produção de fertilizantes – no Sergipe.

Está em discussão, como antecipou o Valor, o arrendamento ou cessão à Vale de uma jazida que a Petrobras tem em Maruim (SE), o que destravaria um megaprojeto da mineradora para a produção anual de até 2,4 milhões de toneladas de potássio. O empreendimento é estimado em US$ 4 bilhões, com início da operação em 2015, e prevê também uma unidade química de processamento de adubos.

Segundo o diretor-executivo da Vale na área de fertilizantes, Mário Barbosa, a empresa espera chegar a um acordo em breve. "Estamos conversando com a Petrobras. Acredito que até o mês de setembro ou outubro teremos uma solução", disse o executivo na última sexta-feira, quando participou de cerimônia de assinatura de um protocolo de intenções para os investimentos de R$ 3,5 bilhões da Vale na ampliação da capacidade de movimentação de cargas agrícolas e fertilizantes no porto de Santos.

A Vale já produz entre 600 mil e 700 mil toneladas de cloreto de potássio ao ano em Sergipe, também numa mina arrendada da Petrobras, garantindo cerca de 10% do consumo nacional.

O projeto da Vale é estratégico, já que o potássio é um insumo imprescindível na produção de fertilizantes, e o Brasil é dependente em 90% de importações – 6 milhões de toneladas.

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