Fepagro reformula ações

Governo repõe quadro de doutores da fundação e prepara escola de irrigação em Júlio de Castilhos

Ao recuperar nove unidades no Estado e repor o seu quadro de pesquisadores com 51 doutores contratados via concurso público, totalizando 67, a Fepagro caminha para processo de reestruturação no Estado. De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, o modelo preconizado não envolve apenas a pesquisa, mas a formação profissional e o fomento à agropecuária, tendo como clientela a agricultura familiar. ‘Entre os planos está o de criar uma escola de irrigação para produtores na unidade de Júlio de Castilhos’, revela Mainardi. Os segmentos escolhidos para a atuação são a pecuária de corte e leite e a irrigação. A ideia é que o conhecimento produzido alicerce programas estaduais de crédito como o Mais Água, Mais Renda.

Um dos problemas da fundação é o orçamento pequeno, de R$ 5 milhões por ano, ante os desafios criados pelo vácuo de pesquisa para a agricultura familiar. O gargalo está sendo contornado graças à entrada dos doutores, que aportaram à Fepagro a qualidade na elaboração de projetos para captar recursos federais. Em dois anos, foram R$ 55 milhões que entraram nos cofres da instituição por meio do PAC, BNDES, Finep e CT-Infra. ‘Nunca na história tivemos tanto recurso num curto espaço de tempo’, observa o presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimer dos Santos. Essa verba está sendo utilizada tanto para recuperar a infraestrutura quanto para bancar os projetos.

Para recuperar o tempo perdido, a estratégia envolve nichos de atuação não cobertos pela Embrapa. Na pecuária, Santos destaca o programa de desenvolvimento de variedades para forrageiras. ‘Essa é uma área onde há muita carência no Estado.’ Complementam os programas endereçados à pecuária o Dissemina, focado na melhoria genética do plantel bovino da agricultura familiar e assentamentos utilizando a inseminação, e o Sanidade Animal, que treina veterinários que atuarão no Procetube, programa estadual de controle de brucelose e tuberculose. Com o recurso para o Dissemina, já foi possível equipar 80 municípios com um kit de inseminação. Também viabilizou o treinamento dos técnicos inseminadores. ‘Até 2014, queremos atingir 160 municípios e distribuir 150 mil doses de sêmen.’ Em irrigação, Mainardi destaca um projeto de R$ 11 milhões destinado à pesquisa do uso eficiente de água.

Fonte: Correio do Povo

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