Fepagro preparada para iniciar uma nova era da pesquisa agropecuária gaúcha

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio.


Fioreze representou secretário Mainardi no ato de denominção da unidade da Campanha / Fotógrafo: Vilmar da Rosa

Fioreze representou secretário Mainardi no ato de denominção da unidade da Campanha

Fepagro preparada para iniciar uma nova era da pesquisa agropecuária gaúcha

A implantação e o desenvolvimento da lavoura do trigo no Brasil devem muito às pesquisas realizadas pelo geneticista Iwar Beckmann. De origem sueca, naturalizado brasileiro em 1938, ele trabalhou de 1929 a 1971 na antiga Estação Fitotécnica da Fronteira, localizada em Bagé, mas hoje instalada em área pertencente ao município de Hulha Negra.

Neste final de semana, o Governo do Estado reconheceu a importância do trabalho do pesquisador, morto em 1971, dando seu nome à unidade da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária da Campanha, ato que, aliado ao anúncio feito na última sexta-feira, pelo governador Tarso Genro, de que os concursados no ano passado começarão a ser chamados, tem o caráter simóblico de iniciar uma nova fase da pesquisa agropecuária gaúcha. A unidade foi palco dos estudos de Beckman que resultaram na criação de variedades até hoje utilizadas, como a Frontana, origem genealógica de praticamente todos os trigos plantados no Brasil, em cujos "pedigrees" ela não pode faltar.

De acordo com o presidente da Fepagro, Danilo dos Santos, Beckman foi um dos maiores pesquisadores do País. “Não só pelos resultados dos seus experimentos, mas especialmente por seu pionerismo, ao sair da Europa e vir para um Estado que praticamente não tinha pesquisas, unindo o empirismo então dominante com os fundamentos técnicos-científicos”, justificou. “Um homem que conhecia da astronomia à genética, revolucionou os cruzamentos genéticos”, sintetizou.

Em nome da família, a artista plástica Heloísa Beckman Morgado, neta do homenageado, agradeceu, emocionada, a lembrança concretizada neste final de semana, em cerimônia coordenada pelo secretário-adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Cláudio Fioreze. De acordo com ela, a atuação do avô colocou a região como centro de referência internacional das pesquisas em trigo.

“O resgate do papel da Fepagro, que vem sendo promovido pelo Governo do Estado, concretizado no anúncio do governador Tarso Genro, de início da recomposição dos quadros técnicos com a contratação dos aprovados em concurso realizado no ano passado, é a melhor homenagem que podemos prestar à memória de Iwar Beckman”, enfatizou Fioreze.

Ainda conforme ele, a idéia de dar o nome do pesquisador à unidade, medida que deve ser ampliada para outras unidades, que também receberão o nome de cientistas que se destacaram, partiu do secretário Luiz Fernando Mainardi. “Ele persegue esta idéia desde os tempos em que era vereador em Bagé, fortalecida depois que, há pouco mais de 15 anos, adquiriu uma chácara ao lado da unidade da Fepagro”, explicou Fioreze, ao lamentar que, por problemas de saúde, o secretário não tenha comparecido à cerimônia.

Por último, Cláudio Fioreze disse que o governo estadual trabalha na perspectiva de fortalecer a pesquisa agropecuária, que deve atuar como suporte, através da geração de conhecimentos e validação de tecnologias, para o desenvolvimento das atividades primárias do Rio Grande do Sul. “Estamos iniciando aqui, de forma simbólica, uma nova fase da pesquisa estadual”, concluiu Fioreze.

Assessoria de Comunicação Social

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