Fenasul encerra com vendas de R$ 1,7 milhão

Fonte: Marcelo Beledeli

Resultado da comercialização de 838 animais é 85% superior ao montante obtido no ano passado

A 7ª edição da Feira Nacional de Agronegócios do Sul – Fenasul, encerrada ontem no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, registrou uma comercialização de R$ 1,765 milhão nos quatro dias do evento. O resultado é 85% maior do que os R$ 954 mil registrados em 2010. Foram comercializados 838 animais em seis leilões, onde foram negociados bovinos leiteiros e de corte, equinos e ovinos.
O coordenador da feira e presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês (Gadolando), José Ernesto Ferreira, celebrou os números, que superaram as expectativas da organização. “Esperávamos inicialmente manter um nível parecido com o do ano passado, mas o que tivemos foi muito melhor”, afirmou. Segundo Ferreira, um número cada vez maior de criadores aposta na importância do evento, devido ao seu caráter exclusivamente de negócios. “Ainda somos pequenos, mas a falta de uma visitação massiva, como na Expointer, possibilita comercializar mais facilmente”, comentou.
Ontem, durante a cerimônia de apresentação dos animais campeões da 7ª Fenasul, o governador em exercício, Beto Grill, demonstrou sua satisfação pelo aquecimento dos negócios na cadeia produtiva do leite. Ao enfatizar a capacidade de crescimento do setor, Grill disse que o governo do Estado vem procurando atender às demandas dos vários segmentos agropecuários, destacando os problemas de comercialização e de preço enfrentados pelos arrozeiros, para os quais defendeu medidas de compensação pelo governo federal. “O governador já expressou sua contrariedade pelo fato de que os produtores do Rio Grande do Sul sejam penalizados por sua eficiência.”
O secretário-adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Cláudio Fioreze, lembrou que a produção de leite no Rio Grande do Sul possui grande potencial de crescimento, tendo em vista a grande capacidade ociosa – cerca de 50% – do parque industrial implantado pelos laticínios gaúchos na última década. Segundo Fioreze, no segundo semestre deste ano o governo do Estado deverá iniciar novos programas de apoio ao setor leiteiro, alinhados com políticas federais. Um deles será o RS Leite, cujo objetivo é dar fomento e assistência técnica para proporcionar o aumento da produção e rentabilidade dos produtores gaúchos.
Já o diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, lembrou os problemas de competição acirrada que o leite gaúcho sofre com a entrada do produto de outros países do Mercosul. “Assim como o arroz, o vinho e o trigo, o leite é tratado como uma moeda de troca em nossas relações comerciais com os países vizinhos”, declarou. Schardong defendeu a adoção de medidas que igualem os custos de produção ou a adoção de barreiras para a entrada dos produtos dos demais membros do mercado comum.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *