Fenasoja oferece tecnologia à seca

Com preço alto e baixa produtividade na oleaginosa, Santa Rosa abre hoje a 19 Fenasoja. A meta é oferecer tecnologias que ajudem o produtor a se proteger da seca. Na região Noroeste, a quebra chega a 80,7% da área de 653,29 mil hectares, uma produtividade de apenas 8 sacas por hectares. Segundo Amauri Coracini, gerente do escritório regional da Emater, o agricultor já deve pensar na safra de inverno e em alternativas da produção: "A quebra na soja não pode ser recuperada. Agora é repensar a próxima produção".
Coordenador da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário da Unijuí, Argemiro Brum diz que o preço não cobre a frustração. Por isso, recomenda produzir, turbinando o rendimento: "Se o preço não estiver bom, ganha no volume. Se estiver, ganha nos dois aspectos".
Em função da quebra no Sul do Brasil, na Argentina e no Paraguai, o preço da saca de soja chegou ao patamar da época da implantação do Plano Real. Nesta semana, a saca foi vendida a R$ 54. O especialista lembra que o Estado deixou de gerar R$ 7 bilhões por causa da estiagem e prega investimento em tecnologia de irrigação e manejo do solo. "Precisamos parar de rezar para chover." E é esse o objetivo da 19 Fenasoja, que será abertura oficialmente hoje à tarde. a cerimônia está marcada para às 14h. A expectativa é de faturamento de R$ 42 milhões e 200 mil visitantes até 6 de maio.

Fonte: Correio do Povo

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