Feiras esquentam temporada de remates de ovinos no Rio Grande do Sul

Feovelha aposta em alta de 10% no faturamento, reforçando bons prognósticos para o período

Feiras esquentam temporada de remates de ovinos no Rio Grande do Sul Bruno Alencastro/Agencia RBS

Principais feiras da temporada ocorrem na segunda quinzena de janeiroFoto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Vagner Benites

vagner.benites@zerohora.com.br

Com a expectativa de números ainda mais positivos do que os registrados no ano passado, a temporada de ovinos se intensifica no Estado. Os bons resultados dos remates de dezembro, a maior parte com pista limpa e preço do quilo do cordeiro entre R$ 4 e R$ 5, animam o setor.
Feiras como a Agrovinos, de Bagé, e a Mercotexel, de Santana do Livramento, já abriram os trabalhos.
– Hoje, o que mais vale na propriedade é a carne ovina – comemora Parrasio Collares Neto, da cabanha São Mateus, que em leilão na Agrovinos, no sábado, colocará em pista 90 animais.
A Feovelha, principal evento do período, começa no dia 29, em Pinheiro Machado, com a empolgação refletida no número de animais inscritos até agora: 8 mil, 1,5 mil acima do registrado em 2013. E ainda será possível colocar exemplares na lista até a véspera da exposição. Presidente do Sindicato Rural do município, Rossano Lazzarotto, espera levar 8,5 mil ovinos para a 30ª edição da feira, a maior parte das raças ideal e corriedale. O faturamento deve superar em pelo menos 10% o R$ 1,55 milhão registrado em 2013:
– O produtor traz seus animais na Feovelha também com a perspectiva de fazer melhores negócios – avalia Lazzarotto, que aposta na primeira transmissão dos leilões pela internet para aumentar as vendas.
A possibilidade de obter preços até 50% maiores foi o atrativo para a Cabanha Santa Amábile, de Pedras Altas, levar animais pela primeira vez à Feovelha. A ideia é liquidar um lote de 150 ovinos da raça ideal. Segundo o administrador Guilherme Tessaro, um rebanho menor permitirá aumentar a produtividade e competir com a rentabilidade da soja.
Produtores creditam ao programa Mais Ovinos no Campo, do governo do Estado, boa parcela da recuperação da atividade. Passado o período de remates, a meta é fazer com que a oferta de ovinos se  mantenha estável ao longo do ano. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Paulo Schwab, assim será possível ampliar a divulgação da carne.
– Temos de nos organizar para que não ocorra superoferta no início do ano, e depois o consumidor não encontre mais o produto no mercado – explica Schwab.

Fonte: Zero Hora

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