FEIRAS – Banco do Brasil espera liberar mais de R$ 1 bilhão em feira goiana

Se alcançado, valor será três vezes maior que o do ano passado, com taxa de juro especial para quem comprar durante o evento

agricultura-lavoura-soja (Foto: Emiliano Capozoli/Ed. Globo)

Clima colaborou e safra de soja e milho de Goiás foi boa este ano. (Foto: Emiliano Capozoli/Ed. Globo)

Principal agente financiador do agronegócio brasileiro, o Banco do Brasil espera extrapolar a marca de R$ 1 bilhão em liberação de recursos na Tecnoshow Comigo, feira de tecnologia agropecuária que acaba nesta sexta-feira (13/4), em Rio Verde (GO). Se confirmado, o valor será três vezes maior que o registrado na edição do ano passado. A expectativa está sustentada na safra cheia no Estado, nos bons preços das da soja e do milho e em linhas de crédito e condições especiais para fechar contratos.

O banco não é o único otimista com os resultados de 2018. Todos os que marcam presença na Tecnoshow esperam aumentar o montante de dinheiro liberado para a compra de equipamentos e outros investimentos no campo.

"Com recursos próprios, estamos liberando dinheiro para custeio a uma taxa promocional para o Estado de Goiás, de 7,5%", afirma o superintendente estadual da do BB, Marco Antônio Felício Sanches. A taxa oferecida pelo Plano Safra, lembra ele, é de 8,5%. Dos R$ 200 milhões que o banco espera liberar apenas cobrir o custeio da safra goiana, R$55 milhões já foram contratados, segundo Sanches.

Para atingir a meta estipulada, uma das estratégias da instituição é alocar uma equipe especializada dentro dos estandes das revendas de máquinas, equipamentos, implementos etc. O objetivo é agilizar o fechamento de negócios. “Trabalhamos com a pré-aprovação dos limites de crédito dos produtores que já sinalizaram interesse na hora de investir”, conta Sanches.

A supervisora de crédito do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Lenise Faria de Oliveira Mendes, diz que a expectativa é de que o volume de contratações seja 30% maior esse ano em comparação com 2017, quando ficaram próximas de R$ 160 milhões. A queda na taxa da Selic, que pressiona as taxas de crédito, e a boa produtividade de soja sustentam a perspectiva.

“Não estamos limitando um valor de financiamento aos produtores que iniciarem as negociações na Tecnoshow. Apesar dos investimentos não serem fechados na feira, porque as propostas vão para análise de crédito, eles saem daqui avançados”, garante ela.

O superintendente do Santander, Vinicius Libório, é outro que está animado com a edição da feira deste ano. “Não temos números propriamente ditos, mas a nossa percepção de crescimento para esse ano é ótima. Temos percebido movimentações diferentes em relação ao ano passado. O primeiro dia, que normalmente é para as pessoas conhecerem o terreno, surpreendeu positivamente a gente: tivemos bastante procura e propostas protocoladas”, disse.

Segundo ele, a empresa está atuando em dois cenários na feira: com os produtores que já têm o limite de crédito pré-aprovado e com os que ainda não tem, mas que querem realizar negócios, avaliando riscos e dando andamento ao processo no próprio estande do evento.
“A grande novidade trazida para a Tecnoshow esse ano é a taxa flat 0%. Para o produtor que briga pelas melhores condições, isso faz bastante diferença, já que ele fica isento da taxa de acréscimo sobre o valor total da compra”, diz.

POR CAMILA CHECHINEL, DE RIO VERDE (GO)

Fonte : Globo Rural