Feira mundial de frutas começa amanhã na Espanha. Brasil chega com força

Madri continua pulsante, apesar da crise econômica. Para alguns espanhois, o sufoco está mais forte. Para outros, o cenário estabilizou-se. São poucos os que acreditam que a tempestade, que jogou para mais de 26% o desemprego na Espanha, dá sinais de ir embora. Mas a cidade, com seu trânsito frenético, suas calçadas largas – nas quais o pedestre flana sem disputar espaço com os automóveis -, seus cafés aconchegantes e livrarias pequenas e às dezenas, não exibe sinais de impasse. Pelo contrário: turistas japoneses, chineses, canadenses, americanos, mexicanos, perambulam em grupos numerosos pelas ruas exibindo seus iPhones. E tem os brasileiros, claro, cuja presença é cada vez mais notada na capital espanhola, conforme me disseram taxistas e funcionários de hotéis. Os museus estão repletos e a mostra mais concorrida do momento traz retratos impressionantes da família real feitas por Velázquez. Estão no Museu do Prado.

É nessa Madri que reflete fielmente o drama e a esperança da Espanha, que começa amanhã e termina na próxima sexta-feira a quinta versão da Feira Internacional do Setor de Frutas e Hortaliças (Fruit Attraction 2013). Importante: o campo espanhol está bastante movimentado e o futuro promete, visto que o país ibérico ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de exportação de frutas e hortaliças, e o setor gera milhares de empregos. Quem entre meus leitores não conhece a doçura do melão, além dos sabores do vinho e do azeite de oliva espanhóis?

Pelo menos 700 empresas estarão representadas na feira. E não são só as da produção primária. Toda a cadeia produtiva estará em Madri. Empresas de rastreabilidade, de sucos, de conservas, de embalagens, varejistas etc, montam seus estandes. Ao mesmo tempo em que entabulam negócios, os espanhóis junto a representantes de 100 outros países discutem questões pertinentes ao setor em simpósios e palestras.

O Brasil vai com tudo para Madri. Segundo o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), todas as empresas que participaram no ano passado retornam agora, já que obtiveram retorno. O país foi contemplado com um estande de 100 metros quadrados e os brasileiros estão muito animados.

Recentemente eu fiz uma grande reportagem dando foco na fruticultura no Rio Grande do Norte, onde os produtores promoveram uma revolução ao tirar do solo seco pela falta de chuvas frutas de alta qualidade, tipo exportação, usando tecnologia de ponta. Boa parte dessa fruta é exportada para o mercado europeu. É comum, portanto, encontrar fruticultores potiguares e de outras regiões do Nordeste nas maiores feiras de todo o mundo. A reportagem sobre a fruticultura nordestina sai na edição de novembro de Globo Rural.

Quantos dos meus leitores desejam saber as novidades de frutas que serão apresentadas em Madri? Aguardem então. Volto amanhã.

Fonte: Globo Rural

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