Federarroz pede audiência com ministro da Agricultura

Rio Grande do Sul responde por 70% da produção nacional do cereal

Federarroz pede audiência com ministro da Agricultura Nauro Júnior/Agencia RBS

Presidente da entidade argumenta que a substituição de um ministro sempre traz preocupação com relação à continuidade e velocidade das decisões Foto: Nauro Júnior / Agencia RBS

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que representa um dos segmentos mais beneficiados pela política agrícola do governo federal na gestão do ex-ministro Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS), solicitou audiência com o novo ministro, Antônio Andrade (PMDB/MG), para tratar da continuidade das medidas de apoio ao setor, como a confirmação da disponibilidade de R$ 1 bilhão para mecanismos de apoio à comercialização. O Rio Grande do Sul responde por 70% da produção nacional do cereal.

O presidente da Federarroz, Renato Rocha, argumenta que a substituição de um ministro sempre traz preocupação com relação à continuidade e velocidade das decisões. Rocha, que defendeu publicamente a permanência de Mendes Ribeiro, pretende retomar as conversas e diz esperar que o novo titular seja tão eficiente e informado sobre esta cadeia produtiva quanto o seu antecessor.

A Federarroz cita como uma das providências urgentes a realização de uma reunião do Ministério da Agricultura com os representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), para resolver o impasse dos bancos privados, estaduais e cooperativos que se negam a renegociar as dívidas arrozeiras.

A entidade também defende o estabelecimento de cotas de importação de arroz dos países do Mercosul, além da redução da carga tributária ao longo da cadeia, com incentivos fiscais e isenções de impostos para o arroz destinado à exportação, como forma de garantir a competitividade do setor.

A Federarroz vai reforçar ao novo ministro que mantenha no cargo o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, que tomou posse em janeiro deste ano.

– Já que o restante da equipe pode deixar o Ministério da Agricultura, precisamos que ao menos este representante permaneça, pois conhece as demandas setoriais e já comprometeu-se com uma série de reivindicações dos arrozeiros – diz Rocha.

Agência Estado

Fonte: Zero Hora

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