Federarroz critica oferta de leilão da Conab

Presidente da entidade teme que elevação da oferta derrube os preços; companhia tem pregão marcado para sexta-feira (31/8)

por Agência Estado

Ernesto de Souza

De acordo com o consultor Carlos Cogo, ao decidir ofertar estoques o governo estaria sinalizando que os preços pagos aos produtores já atingiram níveis elevados

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) criticou nesta segunda-feira (27/8) o leilão de 50 mil toneladas de arroz dos estoques daCompanhia Nacional de Abastecimento (Conab), marcado para a sexta-feira (31/8). Para Renato Rocha, presidente da entidade, não há motivo para o governo colocar arroz no mercado. "É preciso avaliar se há oferta de arroz para a indústria, e elas estão beneficiando acima da média mensal. Também é preciso calcular se há estoques privados suficientes, e existem números que apontam boa oferta até fevereiro de 2013. O último motivo seria uma alta no preço do arroz para o consumidor, mas ele está nos mesmos patamares de 2010", diz Rocha.

O dirigente disse temer que a elevação da oferta derrube ospreços. "O produtor está recuperando as perdas do último ano; não faz sentido o governo tomar medidas que derrubem o preço do arroz agora", avalia.
Para o consultor Carlos Cogo, ao decidir ofertar estoques o governo estaria sinalizando que os preços pagos aos produtores já atingiram níveis elevados. Novas operações de venda poderiam levar a um recuo ou estabilidade dos preços no mercado, dependendo dos volumes e preços ofertados. Esse é o receio da Federarroz, que destaca a necessidade de medir o impacto das intervenções no mercado antes de realizar novos leilões. 

Fonte: Globo Rural

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