Fábrica de celulose reforça a integração Brasil-Chile

Expansão da unidade em Guaíba receberá cerca de R$ 5 bilhões

MARCO QUINTANA/JC
Laços entre os países podem se estreitar mais, acredita Schmidt

Laços entre os países podem se estreitar mais, acredita Schmidt

No próximo dia 8 de agosto, a partir das 10h30min, na sede da Celulose Riograndense, em Guaíba, acontecerá a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da expansão da unidade industrial da empresa. A atividade contará com a presença do governador do Estado, Tarso Genro, do presidente da empresa, Walter Lídio Nunes, e do empresário Eliodoro Matte, presidente do Conselho de Administração da chilena CMPC, controladora da Celulose Riograndense.
Como o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul (quase R$ 5 bilhões) tem relação direta com o país andino, o evento de lançamento contará também com a participação do embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt. “Esse investimento é um exemplo da integração que está acontecendo entre os dois países”, define Schmidt. Desde ontem, o embaixador está em Porto Alegre. Na Capital, o dirigente tem se reunido com empresários e gestores públicos.
Nesta segunda-feira, Schmidt e o cônsul do Chile em Porto Alegre, William Patrikson, visitaram a sede do Jornal do Comércio. Acompanhados do empresário Joal Teitelbaum, eles conversaram com o diretor-presidente do JC, Mércio Tumelero. Para o embaixador, as relações entre Brasil e Chile são profícuas, principalmente na iniciativa privada. “Somente neste ano, empresas chilenas investiram mais de US$ 3 bilhões no Brasil. E grande parte desse valor se refere à expansão da Celulose Riograndense. O Chile é o país latino-americano que mais investe no Brasil”, afirma.
Mesmo assim, Schmidt acredita que os laços entre as duas nações podem se estreitar ainda mais. “Faltam intercâmbios nas áreas de ciência e tecnologia”, aponta. Em relação ao Rio Grande do Sul, o embaixador defende uma maior diversificação no comércio exterior entre as partes. “O desafio é ampliar a pauta de exportações. O Chile vende, basicamente, fertilizantes para o Rio Grande do Sul. Enquanto o Estado envia máquinas agrícolas e ônibus ao Chile. É preciso multiplicar as oportunidades”, defende.

Fonte: Jornal do Comércio

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