Fazendas da O’Coffee recebem selo da Rainforest Alliance

A O’Coffee, do grupo Sol Panamby, informou que suas fazendas em Pedregulho, na região da Alta Mogiana Paulista, obtiveram no início deste mês a certificação "Módulo Clima" da Rainforest Alliance. O selo reforça a aposta da empresa em cafés especiais certificados, com os quais espera ganhar mais mercado.

Segundo a companhia, apenas 12 empresas no mundo – duas no Brasil – têm esse selo em suas propriedades, que é um passo adiante da certificação "tradicional" da Rainforest, com ênfase na proteção ambiental. As seis fazendas da O’Coffee no polo do interior paulista também já contam com o selo de sustentabilidade da Utz Certified.

Edgard Bressani, CEO da O’Coffee, afirma que os investimentos realizados para adequar as propriedades aos padrões da Rainforest Alliance e da Utz somaram cerca de R$ 300 mil. Entre as ações necessárias, foi implantado um projeto de reflorestamento com 800 mil mudas para os próximos dez anos e adotado o reúso da água descartada no processo de despolpa do café para a produção de bananas, entre outras medidas que permitiram a redução das emissões de gases de efeito estufa.

"Os consumidores lá fora estão preocupados com as mudanças climáticas e querem saber o que você está fazendo", diz Bressani. Uma das fazendas também participa de um projeto piloto de comércio justo com a Fair Trade dos EUA. A expectativa é obter esta certificação até o início de 2013.

Com um produto diferenciado, de qualidade e certificado, é possível valores mais elevados, principalmente em mercados que começam a despertar o interesse por esse tipo de produto. Segundo Bressani, dependendo do lote os grãos com a certificação de clima da Rainforest podem alcançar prêmios de 100 a 150 centavos de dólar por libra-peso sobre o preço da bolsa de Nova York.

Por isso, a empresa pretende iniciar ou ampliar a atuação em mercados como Islândia, Lituânia e China. Das 35 mil sacas de café produzidas nesta safra 2012/13, 65% terão como destino torrefadoras em cerca de 12 países. O restante ficará no mercado interno e será usado em duas das marcas comercializadas pela empresa no país – Octavio Café e Dom Café.

O objetivo é exportar 80% da colheita. Nesta safra, parte do produto que iria para o exterior foi usada para pagamento dos investimentos em irrigação. No ciclo 2013/14, a produção deverá ser maior – em torno de 42 mil sacas -, a partir da irrigação de 572 dos mil hectares da companhia ocupados com café.

Essa área total também tende a dobrar em 2017, com a transformação de mil hectares, hoje ocupados com cana, em café. Conforme Bressani, o café especial garante mais rendimento que a cana.

Como o mercado de café é muito volátil, a atenção se volta à manutenção de baixos custos de produção. A agricultura de precisão foi uma das formas encontradas para reduzir as despesas, na medida em que possibilita a aplicação correta, sem desperdícios, de insumos nas áreas todas mapeadas das propriedades. A economia nesta safra foi de R$ 1 milhão com o uso da ferramenta. (CF)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo

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