Faturamento da 3corações cresceu 20% em 2017

Silvia Costanti/Valor

Pedro Lima vê espaço para mais avanço no mercado de cápsulas no Brasil

Com crescimento das vendas em todos os segmentos em que atua, o Grupo 3corações elevou sua receita líquida em 20% no ano passado, saindo de R$ 3,103 bilhões em 2016, para R$ 3,723 bilhões. "O setor de alimentos andou um pouco ao largo da crise" no ano passado, afirmou Pedro Lima, presidente do grupo, uma joint venture entre a São Miguel Holding e a israelense Strauss.

Maior empresa de café do Brasil, a 3corações também atua nos segmentos de refresco em pó, achocolatados, temperos e derivados de milho – no último caso, principalmente na Nordeste.

Segundo Lima, a companhia ampliou as vendas no segmento de cafés torrado e moído, solúvel e também em cápsulas. Cresceram igualmente as vendas de máquinas para cápsulas de café e outras bebidas do sistema TRES.

"Esperávamos um crescimento de 10% nos volumes de cápsulas comercializadas em 2017, mas crescemos 34%", afirmou Lima em recente entrevista ao Valor. As vendas das máquinas do sistema TRES também cresceram mais do que o esperado inicialmente pela 3corações.

Em meados do ano passado, o empresário previu que a companhia venderia mais 200 mil máquinas do sistema em 2017, elevando o número de equipamentos no país para 800 mil unidades. Mas o mercado foi mais favorável e a 3corações comercializou 280 mil máquinas.

Lima prefere não fazer previsões para o desempenho dos negócios da companhia este ano e afirma esperar um avanço "mais modesto" do que em 2017.

Como informou o Valor no início do mês, o bom desempenho em 2017 fez a 3corações acelerar investimentos no segmento de cápsulas de café. A unidade da empresa onde as cápsulas são fabricadas, localizada em Montes Claros (MG), está recebendo investimentos de R$ 20 milhões para a instalação de uma nova linha de produção, que vai duplicar sua capacidade de produção de cápsulas a partir de junho deste ano. Com isso, a empresa vai poder produzir 20 milhões de cápsulas por mês. Originalmente a duplicação estava planejada para até 2021. A unidade já tinha recebido investimentos de R$ 70 milhões.

Embora evite fazer estimativas sobre o faturamento este ano, Lima mostra otimismo com o segmento de cápsulas. "É um mercado novo ainda, que está em desenvolvimento", afirmou. Além disso, a melhora na economia também deve contribuir para que o consumo continue a crescer, estimou ele.

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor

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