Farsul espera veto mínimo de Dilma

 Tarso Genro (E) é recebido por Carlos Sperotto nos 85 anos da federação<br /><b>Crédito: </b>  ARTHUR PULS

Tarso Genro (E) é recebido por Carlos Sperotto nos 85 anos da federação
Crédito: ARTHUR PULS

Às vésperas de a presidente Dilma Rousseff anunciar como ficará o Novo Código Florestal, o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, disse, ontem à noite, na comemoração dos 85 anos da federação, no parque Assis Brasil, em Esteio, que a sanção plena seria um bom presente de aniversário. Embora conformado com a possibilidade de veto parcial, Sperotto cobra bom-senso de Dilma. "Acreditamos que a presidente não irá demonstrar sensibilidade com devaneios novelescos, e sim olhará quem efetivamente realiza coisas em prol do Brasil", discursou, arrancando aplausos. E provocou o governador Tarso Genro, na plateia: "Viu, governador, como fui aplaudido?"
Tarso ignorou a provocação e, em seu pronunciamento de cerca de 5 minutos, ressaltou ações desenvolvidas pelo governo, como o programa de correção do solo, lançado ontem, em Barros Cassal. Na saída, o governador reconheceu que há um movimento muito forte de ambientalistas pelo veto total do texto do Código Florestal e defendeu que a versão final seja "um meio termo para apaziguar o setor."
Dentre as lideranças de 137 sindicatos rurais presentes ao evento, havia os conformados com o veto parcial e os esperançosos com a manutenção da versão da Câmara. Pela atual legislação, a estimativa da Farsul é que até 33 milhões de hectares produtivos sejam perdidos. E, segundo o assessor técnico da Farsul, Eduardo Condorelli, o custo social e econômico pode ser maior, dependendo da decisão de Dilma. Ele lembra que até 15% da área ocupada com agropecuária será afetada.

Fonte: Correio do Povo

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