Farsul critica burocracia de licenças

 Agilizar autorizações para uso de água é vital para combater a estiagem<br /><b>Crédito: </b>  lula helfer / cp memória

Agilizar autorizações para uso de água é vital para combater a estiagem
Crédito: lula helfer / cp memória

Às vésperas do lançamento do Mais Água, Mais Renda, a limitação do licenciamento ambiental automático já gera críticas ao plano estadual de irrigação, que será apresentado pelo governador Tarso Genro amanhã. Com a promessa de agilizar a emissão de outorgas do uso da água, que hoje pode levar até dois anos, a Secretaria do Meio Ambiente irá conceder licença global ao programa, mas que contemplará apenas a construção de açudes até 10 hectares. "É para ficar na gaveta. Se não tem flexibilização, não adianta fazer pirotecnia que a irrigação não vai deslanchar no Rio Grande do Sul", afirma o coordenador da Comissão de Irrigação da Farsul, João Augusto Telles. Segundo ele, a desburocratização do licenciamento para obras em que há captação de água de rios ou sangas é fundamental para expandir a técnica e evitar perdas na produção agrícola em tempos de seca.
Nesta safra, lembra Telles, dezenas de pivôs ficaram inoperantes devido à falta de água, já que muitos açudes secaram. Para irrigar uma área de 100 hectares de milho, são necessários 300 mm de água no ciclo da cultura, exemplifica, citando o caso de lavoura em Seberi, que rendeu 305 sacas por hectare.

Fonte: Correio do Povo

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