Farsul acompanha governo na mudança do status sanitário

Em votação com 64 sindicatos rurais, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) decidiu acompanhar o governo no projeto de retirada gradual da vacina contra a febre aftosa. A Farsul aguardará até agosto – prazo dado pelo Ministério da Agricultura da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a resolução de 18 itens a ser melhorados no Estado – para definir o apoio ou não ao fim da imunização.

Mesmo com 53 votos a favor do processo que visa mudar o status sanitário do Rio Grande do Sul, o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, afirma que essa não é uma aposta cega da federação no governo. "Os sindicatos resolveram dar mais um voto de confiança, mas precisamos avançar nos requisitos feitos pelo Mapa." Entre as demandas feitas pelo ministério estão a aquisição de 100 veículos e a contratação de pessoal técnico para realizar a fiscalização constante.

"Não é a simples retirada da vacina, mas sim todo um procedimento de valorização dos produtos e de imagem de uma região que se apresenta diante do mundo", aponta.

Com a antecipação do Paraná na retirada da vacina, o governo do Rio Grande do Sul buscou aproveitar o momento para também iniciar o seu processo.

Ainda assim, com o Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), o presidente da Farsul acredita que a retirada vai acontecer, compulsoriamente, em até dois anos.

A votação ocorreu após três horas de debate com representantes de entidades, técnicos da Seapdr e do Mapa, e autoridades.

Entre elas, o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, e o seu antecessor na pasta, o deputado Ernani Polo, atual presidente da Assembleia Legislativa gaúcha. O encontro foi realizado no centro de eventos do Hotel Continental, em Porto Alegre.

Estiveram presentes, também, os presidentes da Febrac, Leonardo Lamachia; e do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber; o superintendente interino regional do Mapa, José Ricardo Cunha; o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Nestor Bonfanti; e os presidentes dos sindicatos da Indústria de Carnes e Derivados (Sicadergs), Ronei Alberto Lauxen; e das Indústrias de Produtos Suínos (Sips), José Roberto Goulart; dos Leiloeiros Rurais (Sindiler- -RS), Enio Dias; além de diretores e assessores técnicos do Sistema Farsul.

Fonte: Jornal do Comércio

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