FAO destaca queda da produção brasileira de arroz

A FAO, braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, estima que o Brasil será o país que terá a maior queda relativa da produção de arroz em 2012 e precisará importar 50% mais do que em 2011. A colheita brasileira é estimada em 11,6 milhões de toneladas, queda de 15,1% em razão da menor incidência de chuvas e do redirecionamento de áreas de plantio para outras commodities de melhor remuneração, como a soja

Com isso o país precisará importar 300 mil toneladas a mais que em 2011, ou 900 mil toneladas no total, para compensar a fraca produção. Em todo caso, o Brasil ainda conseguirá manter um certo nível de exportação (800 mil toneladas), mas a queda em relação ao ano passado será de 38,6%. No Uruguai, a produção deve decrescer 13,3% e na Argentina, 9,9%. As exportações cairão 4% e 11,4%, respectivamente. A Venezuela terá de importar cerca de 340 mil toneladas, a exemplo do que já aconteceu em 2011.

A FAO rebaixou a estimativa para a produção global de arroz, mas deixou claro que a oferta continuará a superar a demanda. A agência garantiu, também, que não há risco de crise alimentar no cenário atual. A produção mundial é prevista em 724,5 milhões de toneladas, ou 7,8 milhões de toneladas a menos que o inicialmente estimado. A principal causa apontada são as chuvas de monções abaixo do esperado na Índia.

Em contraste com a tendência de alta para milho e trigo no mercado internacional, o preço do arroz manteve-se estável depois de ter aumentado 2% em maio. Para a FAO, a possibilidade de alta de preços é mínima para os próximos meses. A previsão para o médio prazo é incerta.

Contexto

A inflação dos alimentos na América Latina e no Caribe ganhou força e alcançou 8,9% nos 12 meses encerrados em junho, segundo a FAO. O resultado ficou 0,9 ponto porcentual acima do registrado nos 12 meses encerrados em maio. Trata-se do maior índice do ano, superando a marca de 8,7% registrada nos 12 meses encerrados em janeiro. O informe mensal de preços dos alimentos da FAO para a região mostra que a alta foi influenciada pelas elevações das taxas de inflação anuais de Brasil, Argentina, Costa Rica, Equador e México. Os preços recuaram em El Salvador e Paraguai. Frango, tomate e cebola foram os itens que mais pesaram para a guinada nos preços em junho.

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Fonte: Valor | Por Assis Moreira | De Genebra

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