FAO destaca avanço do cereal no país

A tendência de aumento da produção brasileira de milho entrou de vez no radar da FAO, a agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação. E em projeções para a produção global de cereais que divulgou ontem, em Roma, o órgão voltou a realçar a participação do Brasil nesse tabuleiro.

Nos cálculos da FAO, a colheita de milho alcançará 74 milhões de toneladas no país em 2013, cerca de 2 milhões a menos que o previsto pela Conab (ver acima), mas volume superior ao que calculou para 2012. A primeira safra, que está sendo colhida, foi estimada em 36 milhões de toneladas, 9% maior que a da temporada passada, que foi afetada por uma estiagem no Sul. Para a segunda safra, em fase de semeadura, a FAO também considera clima favorável.

Em janeiro, a FAO já havia destacado que uma das marcas do mercado mundial de grãos em 2013 será a exportação recorde de 22 milhões de toneladas de milho do Brasil – outra será o "retorno" da Índia como país exportador de trigo. Em fevereiro, os preço internacionais do milho continuaram estável, enquanto os do trigo caíram e os do arroz registraram leve alta (ver matéria abaixo).

Ainda na América do Sul, a FAO estimou a área plantada de milho na Argentina em 4,6 milhões de hectares, 8% menor do que o recorde de 2012. E condições meteorológicas instáveis podem afetar esse potencial. No Paraguai, também há preocupações climáticas. Já na Bolívia, há expectativa de boa safra do cereal.

A FAO também previu alta na produção global de trigo em 2013 – o volume poderá alcançar 690 milhoes de toneladas, 4,3% mais que em 2012. O salto ocorrerá sobretudo na Europa, onde a área plantada foi ampliada graças aos preços elevados. A Rússia também tende a ampliar sua colheita, e, nos EUA, as condições parecem ser mais favoráveis do que se estimava inicialmente.

No Brasil, o preço da farinha de trigo teve sua mais forte alta em janeiro, causada sobretudo pela queda da produção doméstica. Já os preços do arroz, que bateram recorde em 2012, caíram no início do ano após o governo liberar estoques.

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Fonte: Valor | Por Assis Moreira | De Genebra

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