FALTA D’ÁGUA – Chuva escassa ameaça produção do milho segunda safra em SP, MS e PR


Em áreas desses estados, a umidade do solo é de apenas 30%, e o mínimo recomendável para o plantio é o dobro disso

Em áreas de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, a umidade do solo é de apenas 30%, e o mínimo recomendável para o plantio é o dobro disso

É bem certo que fevereiro será bem mais generoso em relação à quantidade de chuva do que foi janeiro em algumas áreas. Por conta de um bloqueio atmosférico e do padrão de El Niño mais evidente, as chuvas ficaram todas concentradas no oeste e sul do Rio Grande do Sul no início do ano.

Agora, em fevereiro, esse bloqueio foi rompido, e as chuvas volumosas foram parar no litoral de São Paulo e, mais para a frente, vão se instalar no Matopiba. No entanto, por se tratar de frentes frias mais costeiras, parte do oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul e noroeste do Paraná ainda vão sofrer com a irregularidade das chuvas. Sem contar que essas já são áreas que estão com a umidade do solo baixa, algo em torno dos 30%.

Nessas áreas, o milho segunda safra pode enfrentar problemas sérios de desenvolvimento porque já será instalado em uma condição longe da ideal, já que a umidade do solo mínima tolerável é algo em torno dos 60%.

A previsão para os próximos 15 dias não é animadora. Enquanto o Matopiba, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso podem receber 80 milímetros em cinco dias, áreas como Cascavel, no oeste do Paraná, vai ter apenas 60 no triplo do tempo: 15 dias.

Fora que, desse volume todo, metade deve acontecer lá para meados do dia 12 de fevereiro. Em Amambai, sul de Mato Grosso do Sul, a situação é semelhante. Em Dracena, oeste de São Paulo, também não vemos mais do que 60 milímetros em 15 dias.

Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural

  Redação – Canal Rural

Fonte : Canal Rural

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