Falhas atrasam indenização rural

2,5 mil agricultores familiares aguardam regularização do pagamento

 Perdas foram comprovadas na seca que afetou a safra 2004/2005<br /><b>Crédito: </b>  ANTÔNIO PAZ / CP MEMÓRIA

Perdas foram comprovadas na seca que afetou a safra 2004/2005
Crédito: ANTÔNIO PAZ / CP MEMÓRIA

Falta de documentação, perda de prazos e problemas de cadastramento junto ao Banco Central, tais como a duplicidade de contratos de financiamento de uma mesma cultura agrícola. Esses são os principais fatores que causam o atraso no pagamento de indenizações devidas a 2,5 agricultores brasileiros que esperam receber do Proagro por perdas causadas pelo clima na safra 2004/2005, uma das piores secas da história no Rio Grande do Sul. O seguro público cobre 100% do financiamento e até 65% da renda, que limita-se a R$ 3,5 mil.
Somente agora, sete anos depois, os comunicados vão receber atenção especial. Uma força- tarefa de 200 funcionários foi formada por parte do Banco do Brasil (BB) para atender diretamente os comunicados que ficaram para trás. Pelo menos 1,2 mil deles são de gaúchos. "Estamos negociando com o Bacen a questão dos contratos duplicados, o que realmente aconteceu na safra em questão e que não imaginávamos que viria a ser um entrave imposto pelo Bacen", admite o gerente executivo da diretoria de Agronegócios do BB, Frederico de Vasconcelos Paulino.
Para Nilson Camargo, representante da Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária (CNA), não importa o número de contratos pendentes, mas é fundamental que o produtor receba o valor deixado para trás. "Se o problema da duplicidade foi do BB, eles têm obrigação de resolver junto ao Banco Central." No Estado, o assessor de Política Agrícola da Fetag, Airton Hochscheid, afirma que a maioria das pendências é em função da duplicidade de contrato. "Muitos quitaram as operações para não comprometer a capacidade de endividamento e atrapalhar novas operações, mas devem receber assim que a pendenga se resolver."

Fonte: Correio do Povo

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